sexta-feira, março 13, 2009

The Watchmen (2009)


Lá fui ver o filme mais aguardado desde “The Dark Knight”, com as expectativas ao pulos mas sempre com uma, também aos pulos, pulga atrás da orelha, porque as criticais lidas e ouvidas divergiam entre mini obra-prima e desilusão retumbante.

Em primeiro lugar devo dizer que sou um total desconhecedor da Banda-Desenhada que originou o filme. Sei apenas que é uma das BD mais consagradas a nível mundial ombreando mesmo com os melhores livros de todos os géneros.

A primeira coisa que se destaca neste filme é sem dúvida a banda sonora. Muito boa e refrescante, a selecção de músicas foi muito bem pensada e quebrou com convenções dando alguma profundidade e um impacto diferente a algumas sequências contrariamente ao esperado num filme deste género. Foi mesmo o melhor do filme. A Realização e toda a estética do filme é muito bem conseguida sendo algumas cenas muito gráficas e bem feitas, um prazer ver. Mas, e nestas coisas normalmente há algum senão, o filme peca por falta de intensidade, a história é diluída entre muitas personagens, estas personagens têm muito pouca interacção e o filme perde com isso. Num único filme tenta-se construir personagens, várias, no presente e no passado, tenta-se contar uma história em que o enquadramento é muito reduzido, tenta-se passar uma mensagem e ainda explorar os conflitos interiores de várias personagens. É curto, não consegue tudo e banaliza a história que devia ser o fio condutor.

Tenho lido que o melhor do filme é o Roschach , mas a mim pareceu-me que a narração foi um pouco forçada. Para mim o melhor foi mesmo o Comedian. Jeffrey Dean Morgan foi sem dúvida a escolha ideal para este filme roubando todas as cenas em que participa.

O filme está carregado de influências, podem vir já da BD não sei, mas a war room é uma cópia da do “Dr. Strangelove”, mesmo as imagens de Marte, lembram algumas imagens do “2001: A Space Odyssey”. Merecida homenagem.

Já agora o que se passa em termos de caracterização? É Péssima, tirando o Moloch, o Nixon parece que tinha um nariz feito de Silly Putty e a Silk Spectre I em velha tinha mais metros de pele enrrugada que a Lili Caneças (nunca, mas nunca pensei escrever um texto em que a Lili entrasse).

No geral o filme vê-se bem, tem a intensidade de acção suficiente para que os +160 minutos sejam suportáveis, mas tem pouca intensidade dramática. Não é a obra-prima anunciada e não será lembrado como muito mais do que um filme de Super-heróis. É demasiado ambicioso e não é capaz de entregar o que se propõe.

Já vi quem coloque este filme no mesmo patamar do “The Dark Knight”, para mim falamos de coisas diferentes. O segundo é um filme melhor muito mais interessante e em termos de abrangência muito menos ambicioso conseguindo uma melhor construção de personagens.

Este filme sofre um problema comum em muitos filmes, algumas partes são muito boas, mas o conjunto, por uma razão ou outra, não funciona.

Nota: 3/5

quinta-feira, março 12, 2009

Relato de uma estranha viagem à Venezuela


Hoje de manhã dei um salto à Venezuela, fui e voltei! E vim de lá uma sensação estranha. Apetece-me vestir uma T-Shirt vermelha encimada por uma camisa vermelha com dois bolsinhos.

A verdade é que tive de ir à embaixada da Venezuela em Lisboa, por isso estou a dizer a verdade e estive em território Venezuelano durante 10 minutos (lá por ser num 4º andar da Avenida Duque de Loulé não deixa de ser “solo” lá das Américas). Fui muito bem recebido e encaminhado para uma pequena sala de espera onde me pude sentar a olhar, a admirar uma parede cheia, CHEIA, de fotografias do Sr. Hugo Chávez. Vi Hugo Chávez a fazer tudo o que nunca pensei ver fazer, sinto mesmo que o conheço intimamente. Vi-o a trabalhar nas obras, vi-o a provar delicatessens Venezuelanas, vi-o a fazer um exame aos olhos (estou a falar a sério) e vi-o em poses de líder de estado (com o fato, a faixa e o ouro ao peito) e em poses de líder revolucionário em discursos inflamados. Dois outros artefactos que me chamaram à atenção foram dois bonecos insufláveis dele (sim, bonecos insufláveis de Chávez pululam a “sua” embaixada em Lisboa), bonecos sempre-em-pé. Então olhei para o boneco e juro que ele me disse: Eu não posso, não vou ser derrubado.

Fiquei um pouco perturbado, mas confesso que achei um piadão (quero lá saber que isto não seja uma palavra) à propaganda política que se faz numa embaixada. Fiquei a sentir-me um super-herói que em pouco tempo viaja para outro continente. Para viagens de 10 minutos aconselho mesmo uma ida à sala de espera de uma embaixada.

quarta-feira, março 11, 2009

Vamos exorcizar?


Há filmes que parecem cair no esquecimento, e que quanto a mim são poucos discutidos. De vez em quando alguns destes filmes perseguem-me e durante uns dias penso neles. Entâo como modo de os exorcizar vou passar a falar deles aqui. Normalmente os filmes que me assombram são bons filmes, que eu não me deixo assombrar por porcaria, filmes que o meu subconsciente quer que eu reveja, e se ele quer, assim seja porque ele é um chato...

Exorcismo #1



“24 Hour Party People” (2002) – Muito bom mesmo, é Britânico e basta. A Banda sonora é fantástica, não fosse este um BioPic sobre um produtor de música. É um filme essencial!



Exorcismo #2


"Crna macka, beli macor" (1998) – Para mim Kusturica no seu melhor. Mais um filme essencial que não deve ser esquecido. O que eu gosto mesmo, mesmo, é de ver um bando de gansos a passear num filme, Ólarilas!

segunda-feira, março 09, 2009

Ghost Town (2008)

Hoje Ra está contente, vamos chamar Heliopolis a Lisboa (só, só por hoje). ok?
Eu tenho um lema: Se tem a mão do Gervais é bom de certeza. Depois de ver este filme mudei o lema: Se tem a mão de Gervais não é mau, mas se for escrito por Gervais é muito bom.
Como este filme só tem a participação de Gervais, não é mau.


Eu gostei, é filme pouco ambicioso sobre relações pessoais, perdão e o poder da amizade e do amor. Quando os sentimentos conseguem ultrapassar a morte.

Comédia leve ideal para ver, em casa, de forma despreocupada durante um fim-de-semana.

Nota: 3/5

domingo, março 08, 2009

The Reader (2008)


O retrato de uma paixão fugaz, com sentimentos que perduram ao longo de décadas. O impacto que a descoberta da paixão pode ter na nossa vida é abordado neste filme de uma forma muito íntima. Todo o filme é uma viagem ao mais íntimo da personagem. É um filme muito bom, que todos devem ver, mesmo que humanize algumas monstruosidades.

O papel que um livro pode ter na reconciliação e na memória...
Nota: 4/5

P.S. Terá sido a vergonha ou a necessidade de expiação que a levou a assumir uma mentira?

sexta-feira, março 06, 2009

L’Heure d’été (2008)


Fui a convite de um amigo ao Nimas ver um filme do qual sabia muito pouco. Sabia apenas que entrava a enfermeira do paciente Inglês, e sejamos francos é uma fraca razão para ir ao cinema, mas eu queria conhecer a sala de cinema Nimas, então fui (e ainda bem). Temos de apoiar estas salas em vias de extinção porque se não apenas temos salas que impulsionam o consumo de pipocas e bebidas várias com intervalos encaixados à martelada em filmes de 90 minutos que ficam retalhados como se dum jardineiro inexperiente munido de um aparador de sebes se tratasse. Se, depois de ler a frase anterior desprovida de vírgulas, ainda têm fôlego continuem a ler porque já falta pouco para vos falar do filme.

O filme é Francês, que ao contrário do que muitos dirão é uma vantagem, pelo menos para mim porque não conheço os actores e não lhes associo uma personalidade diferente da da personagem e assim posso ver um filme sem qualquer tipo de preconceitos (um luxo!). Conta a história de uma família separada pela distância e por vidas profissionais que provocam evoluções divergentes. Quando o último elemento agregador desaparece a família desmembra-se por completo. Há no entanto uma ternura muito grande, uma ternura ligada a objectos que em muitos casos podem ser alvo de afectos como se de uma pessoa se tratassem. O filme tem uma beleza intrínseca e uma calma que marca o passo da história, história esta em que a casa de família e os objectos se tornam personagens por vezes centrais.

Estes filmes de produções à margem de Hollywood são mais reais, mais cruas e com uma luz muito mais natural, havendo no entanto um maior cuidado na construção de personagens e na composição dos cenários e das cenas.

Apoiem o cinema Europeu e dêem Vivas quando o filme acaba. Nunca têm vontade de aplaudir quando um filme acaba? Serei parvinho por ter essa vontade? Ou serei parvinho por contê-la?

Fiquem bem que o tempo no canal não vai mal e para pior não me parece que vá!
Nota: 3,5/5

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Sihichinin no Samurai (1954)


Que Kurosawa é um dos realizadores incontornáveis da história do cinema, eu já sabia, mas não sabia porquê. Agora continuo sem saber, mas sei porque passei a gostar deste realizador apenas com o visionamento de um dos seus filmes (também escolhi logo a sua obra maior).

Sihichinin no Samurai, conta, ao longo de mais de 200 minutos, a história de uma aldeia que se quer defender da pilhagem por ladrões, para tal, os habitantes da aldeia, decidem contratar Samurais. Os 7 escolhidos, a trabalhar em troco de comida, esboçam um plano de defesa e ataque armando os camponeses e barricando a aldeia. O combate inicia-se e os mortos amontoam-se, numa luta pela subsistência.

Este filme é filmado num preto e branco muito bonito, num contraste perfeito. Toda a obra tem um sentido estético absolutamente maravilhoso, cada cena tem um impacto forte e a composição é muito cuidada. O enredo é interessante, como seria de esperar não consegue escapar a alguns momentos lentos impedindo que o filme tenha a cadência ideal. Mas, de facto, o que torna este filme num dos grandes filmes do cinema é a sua beleza. E é por isto que deve ser visto, pela obra de arte que é.

Nota: pelo preto e branco e pela composição das cenas 4,5/5

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Shadow of a Doubt (1943)


Quando não há nada que valha a pena ver ponho um Hitch no leitor!

De todos os filmes que Hitchcock realizou “Shadow of a Doubt” era o seu preferido, quem me contou foi a sua neta, somos amigos e conta-me coisas. Este foi o filme por mim escolhido para ver enquanto espera pelo inicio da transmissão da cerimónia dos Óscares. Pelo menos para ter algum contacto com cinema a sério nessa noite. Estas coisas vão envelhecendo em casco de celulóide e vão ficando melhores, 66 anos de cinema de um trago lá me deram alento para uma noite em claro.

Este filme gira em torno de uma série de crimes que Charlie Newton (Teresa Wright) suspeita terem sido cometidos pelo seu tio Charlie Oakley (Joseph Cotten). Mas Charlie adora o teu e nutre por ele muita admiração. Estes sentimentos entram em conflito e quando Charlie é abordada por um detective da policia, perde toda a alegria de viver e a sua relação com o tio deteriora-se. Oakley apercebe-se do sucedido e tenta assassinar Charlie, quando a tentativa falha Oakley decide sair da cidade e acaba morto. Há uma tenção crescente no filme que como sempre não acaba de um modo cor-de-rosa.

É um filme bem filmado (e novidades pá?) com alguns pormenores muito interessantes. Vejam que faz bem aos rins e ao reumático, tenho que anunciar isto num jornal. Sou capaz de fazer uns cobres!

Nota: Para um filme com 66 anos - 4/5

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Óscares 2009 – As previsões

Parece que o parlamento está a ponderar uma resolução especial para saber quais as minhas previsões para a noite de 22. Não é preciso incomodar os senhores, até porque já anda tudo em pré-campanha, eu digo quais as previsões e não precisam de fazer uma adenda ao orçamento de estado porque eu forneço a informação de graça.


Pois cá estão as previsões, baseadas em muito pouco mas pode ser que interessem a alguém.

Best motion picture of the year


* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), A Kennedy/Marshall Production, Kathleen Kennedy, Frank Marshall and Ceán Chaffin, Producers

* “Frost/Nixon” (Universal), A Universal Pictures, Imagine Entertainment and Working Title Production,Brian Grazer, Ron Howard and Eric Fellner, Producers

* “Milk” (Focus Features), A Groundswell and Jinks/Cohen Company Production, Dan Jinks and Bruce Cohen, Producers

* “The Reader” (The Weinstein Company), A Mirage Enterprises and Neunte Babelsberg Film GmbH Production, Nominees to be determined

* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), A Celador Films Production,Christian Colson, Producer

“Benjamim Button” partiu na frente, mas perdeu gás e foi ultrapassado por “Millionaire”. Mas “Milk” chega-se à frente... Filmes políticos, são muitas vezes premiados bem como os BioPic. Qualquer um dos nomeados está em posição de ganhar o Óscar. Ficava muito triste se “Benjamin” ganhasse.


Performance by an actor in a leading role


* Richard Jenkins in “The Visitor” (Overture Films)

* Frank Langella in “Frost/Nixon” (Universal)

* Sean Penn in “Milk” (Focus Features)

* Brad Pitt in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)

* Mickey Rourke in “The Wrestler” (Fox Searchlight)


Quanto a mim Mickey Rourke, tem também uma boa hipótese de ganhar até porque Sean Penn já recebeu uma estatueta de melhor actor.



Performance by an actor in a supporting role


* Josh Brolin in “Milk” (Focus Features)

* Robert Downey Jr. in “Tropic Thunder” (DreamWorks, Distributed by DreamWorks/Paramount)

* Philip Seymour Hoffman in “Doubt” (Miramax)

* Heath Ledger in “The Dark Knight” (Warner Bros.)

* Michael Shannon in “Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage)


Há dois Óscares que quanto a mim são certos, este e o de melhor animação. Nestes dois aposto todo o meu dinheiro e vocês deviam apostar também.


Performance by an actress in a leading role


* Anne Hathaway in “Rachel Getting Married” (Sony Pictures Classics)

* Angelina Jolie in “Changeling” (Universal)

* Melissa Leo in “Frozen River” (Sony Pictures Classics)

* Meryl Streep in “Doubt” (Miramax)

* Kate Winslet in “The Reader” (The Weinstein Company)



Performance by an actress in a supporting role


* Amy Adams in “Doubt” (Miramax)

* Penélope Cruz in “Vicky Cristina Barcelona” (The Weinstein Company)

* Viola Davis in “Doubt” (Miramax)

* Taraji P. Henson in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)

* Marisa Tomei in “The Wrestler” (Fox Searchlight)


Tudo parece apontar para Penélope, mas a interpretação de Viola Davis é muito boa e é um tipo de prestação que costuma ser premiada pela academia.


Achievement in directing


* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), David Fincher

* “Frost/Nixon” (Universal), Ron Howard

* “Milk” (Focus Features), Gus Van Sant

* “The Reader” (The Weinstein Company), Stephen Daldry

* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Danny Boyle


Este ano temos muitos realizadores de peso e com provas dadas, neste momento Danny Boyle leva a dianteira e é mesmo capaz de levar a estatueta.


Original screenplay


* “Frozen River” (Sony Pictures Classics), Written by Courtney Hunt

* “Happy-Go-Lucky” (Miramax), Written by Mike Leigh* “In Bruges” (Focus Features), Written by Martin McDonagh

* “Milk” (Focus Features), Written by Dustin Lance Black

* “WALL-E” (Walt Disney), Screenplay by Andrew Stanton, Jim Reardon, Original story by Andrew Stanton, Pete Docter




Aqui estou a arriscar um pouco, mas parece-me uma ideia tão original que pode mesmo ser premiada.


Achievement in cinematography


* “Changeling” (Universal), Tom Stern

* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Claudio Miranda

* “The Dark Knight” (Warner Bros.), Wally Pfister* “The Reader” (The Weinstein Company), Chris Menges and Roger Deakins

* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Anthony Dod Mantle



Para mim ganhava o “Changeling”, mas o “Slumbdog Millionaire” pode também ser um forte candidato.



Achievement in costume design


* “Australia” (20th Century Fox), Catherine Martin

* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Jacqueline West

* “The Duchess” (Paramount Vantage, Pathé and BBC Films), Michael O’Connor

* “Milk” (Focus Features), Danny Glicker

* “Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage), Albert Wolsky


Não estando nomeado o “Changeling” parece-me que “Benjamim Button” é um bom concorrente, até porque não se cinge a uma década.


Achievement in makeup


* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Greg Cannom

* “The Dark Knight” (Warner Bros.), John Caglione, Jr. and Conor O’Sullivan

* “Hellboy II: The Golden Army” (Universal), Mike Elizalde and Thom Floutz


Porque envelhecer e rejuvenescer os actores é coisa que custa e que cai no goto da academia.


Achievement in visual effects


* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton and Craig Barron

* “The Dark Knight” (Warner Bros.), Nick Davis, Chris Corbould, Tim Webber and Paul Franklin

* “Iron Man” (Paramount and Marvel Entertainment), John Nelson, Ben Snow, Dan Sudick and Shane Mahan


Aqui é uma luta entre efeitos notórios e efeitos suaves. Quem ganha?


Best animated feature film of the year


* “Bolt” (Walt Disney), Chris Williams and Byron Howard

* “Kung Fu Panda” (DreamWorks Animation, Distributed by Paramount), John Stevenson and Mark Osborne

* “WALL-E” (Walt Disney), Andrew Stanton


Como já disse, apostem tudo o que têm.


Best foreign language film of the year


* “The Baader Meinhof Complex” A Constantin Film Production, Germany

* “The Class” (Sony Pictures Classics), A Haut et Court Production, France

* “Departures” (Regent Releasing), A Departures Film Partners Production, Japan

* “Revanche” (Janus Films), A Prisma Film/Fernseh Production, Austria

* “Waltz with Bashir” (Sony Pictures Classics), A Bridgit Folman Film Gang Production, Israel


Aqui é mesmo só um palpite, e baseio-me apenas no sucesso do filme por terras lusas.



Este ano a cerimónia calha numa noite jeitosinha e pode ser que quebre a tradição e veja a cerimónia, algo que não faço há já uns 8 ou 9 anos.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Lápis Azul Versão 2.0.

Já sei porque é que o Magalhães é azul. É porque azul é a cor da censura em Portugal.

Fiquei chocado ao ler isto.

Será que voltámos ao tempo da outra senhora? Com isto e com as histórias do SIS...não sei não!

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Doubt (2008)


Este filme decepcionou-me muito, é um típico caso em que o trailer é melhor que o filme e, muito sinceramente, basta mesmo ver o trailer. As interpretações, basicamente o elenco de luxo, são o chamariz do filme, mas por ser um filme tão curto e com tão pouca história os actores pouco tempo têm para se evidenciarem. Paradoxalmente a actriz que teve menos tempo de filme foi a que mais me surpreendeu, e mais o olho me encheu. Falo de Violda Davis, nomeada para melhor actriz secundária por este filme, assim como Amy Adams, Philip Seymour Hoffman e Meryl Streep, esta última como melhor actriz. Este foi O filme que dominou as nomeações para Óscares de melhores actores, de facto um elenco de luxo e uma bela direcção de actores.

O filme tendo sido, para mim, uma desilusão não é um mau filme apenas defrauda expectativas e tinha potencial para ser explorado.

Nota: 2,5/5

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

E já agora "Taxi Driver" (1976)

E o Top Gun (1986)?

E se o “The Shinnig” (1980) fosse uma comédia Romântica?

Carlito's Way (1993)

Toda a gente me pergunta – Então, não viste nada interessante ontem? No blogue não está nada!!

Calma, calma meus senhores que isto tem de ser escrito e pensado pelo menos uma meia vez...


Ontem vi um filmezinho que andava na minha, To See, lista há alguns, poucos, meses. “Carlito’s Way” de Brian De Palma com Al Pacino e Sean Penn. Pela fama que o filme carrega esperava um pouco mais, mas é, mesmo assim, um belo filme. Conta com uma cinematografia muito típica de alguns filmes dos anos 90, o que até é reconfortante, e está recheado de boas interpretações. Al Pacino raramente desilude, e aqui tem mais um grande papel, Penn também defende muito bem o seu personagem.

O filme conta como um ex-condenado tenta seguir um caminho honesto, alcançar um sonho, mas que falha quando os problemas lhe caem nos pés. Há uma Quote do “The Godfather: Part III” (1990) que resume bem este filme: “Just when I thought I was out... they pull me back in.”

Nota: 3,5/5

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Valkyrie (2008)


Olá senhores de fraque se encontram aí atrás à esquerda!

Ontem a convite de um amigo fui à ante-estreia do “Valkyrie” – e não foi num Multiplex, foi num cinema a sério daqueles com a sala grande e onde as cadeiras ainda fazem soar um rangido de madeira (sweet, sweet sound; quando não é em exagero).


Um filme que pertence ao claro plano de reconciliação de Tom Cruise com o público (espectadores, não é o jornal...hoje não estamos muit prespicazes, hem!).


O filme conta-nos a última de 15 tentativas para assassinar o Führer (Adolf Hitler), todas falhadas (caso contrario, o mundo seria um lugar diferente), levada a cabo pelo Coronel von Stauffenberg e com um importante apoio militar e político. O filme é muito certinho sem nenhum risco técnico e sem provocar nenhum deslumbre, é quanto a mim uma realização pouco inspirada. Mesmo a história que podia transformar o filme mais apelativo é algo morna e curta para um filme com estas ambições. Fica-nos como melhor memória do filme a imagem visualmente forte de Stauffenberg, que parece ter sido retirada de um livro de BD.

Nota: 3/5

Andrew Bird

Porque isto é demasiado bom para não ser visto aqui fica a minha nova “coisa” preferida.


Andrew Bird - From the Basement from QandnotU on Vimeo.

Obrigado Rui Tavares por me dares a conhecer Andrew Bird.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Dumbo (1941)


Dumbo? Dumbo? Isso não é um filme para crianças?

É pois, mas eu também gosto...

Ofereceram-me a edição especial comemorativa dos 60 anos do Dumbo. 60 anos, quem sonharia que um filme com 60 minutos iria continuar a ser um dos que pululam a nossa memória colectiva? Hem?

Devo confessar que tenho uma grande falha no que toca aos clássicos Disney, ficando-me apenas por memórias vagas do “Snow White and the Seven Dwarfs” (1937) e do “Fantasia” (1940). Não tinha portanto qualquer ideia sobre este filme sabia apenas que o elefante conseguia voar tal as dimensões das suas orelhas (pavilhões auditivos, como alguns dizem agora). Este filme ganhou um Óscar para melhor música, e de facto a música neste filme proporciona um ambiente fantástico (mostra como devem ser feitas as bandas sonoras para filmes como este). É um filme cheio de clichés, até pela época que foi feito e a quase obrigação de inclusão de padrões e lições morais, mas é um filme maravilhoso, cheio de ternura.

Parte preferida: o comboio a tentar subir a encosta – I think I can! I think I can! ... I thought I could! I thought I could! (Magistral)

Nota: 4/5 como clássico intemporal

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Topaz (1969) e a necessidade de tudo ser perfeito.


“Topaz” é um bom filme de espionagem, centrado na crise dos mísseis de Cuba. Há uma promiscuidade entre Estados Unidos, Rússia, Cuba e França num jogo de bastidores que define o resultado desta crise. Hitchcock decide, neste filme, não usar grandes estrelas e usar actores menos conhecidos. Perde o filme por não ter uma aura de estrelato e um cunho de garantia de qualidade, mas os actores escolhidos têm o carisma necessário para interpretar uma história como esta. Há neste filme também um claro intuito de mostrar situações melodramáticas, mas com o cuidado de não as exacerbar impedindo que estas retirem protagonismo à crise em causa. A cena de abertura mostra a grandiosidade de uma parada militar Russa, que no decorrer do filme e por contraponto é derrotada pela astúcia de um punhado de homens.

No entanto “Topaz” não pode ser considerado um filme excelente, por dois motivos, primeiro porque não é uma obra-prima, não tem um grande factor de surpresa, e segundo porque empalidece por comparação com outros filmes do Mestre. Mas a verdade, como dizem alguns críticos, é que fazer um filme bom, e “Topaz” é bom, é já uma tarefa bastante difícil e não devemos desdenhar este filme apenas por não ser um dos melhores Hitchcocks de sempre.

Do meu ponto de vista, que como normalmente é de cima para baixo, este filme deve ser visto e desfrutado como um filme de espionagem que nasceu na mesma década que o Rei de todos os espiões.

Nota: 3/5

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Especiais de Natal BBC

O Natal já passou. É verdade, mas não pode ser quando um Homem quiser?
Pode, não pode?
Então cala-te!

Os especiais de Natal da BBC conquistaram-me com tamanha pujança que fiquei rendido.
Soube-me muito bem ver, este fim-de-semana, o “The League of Gentlemen – Christmas Special” (2000). Sempre com um humor quase extremo, este especial desenrola-se ao longo de três histórias inverosímeis mas brilhantes, ao estilo de “Amazing Stories” (1985) do Spilberg.
Vi também há pouco tempo, há coisa de uma semanita, o “The Office – Christmas Special” (2003) e, em sintonia com o tom da série, foi de tal forma inovador que foi, para mim, um deleite. Fiz tudo bem feitinho porque primeiro vi as séries e depois este especial.
São os dois fantásticos programas especiais de televisão, que devem ser visionados por todos. Olhem que não exagero, nesta afirmação.

Nota: League of Gentlemen – 4/5 - Excelente
The Office – 4,8/5 – Muito próximo da perfeição.

P.S. – O que quero no próximo Natal é mais uma série de “The Office”. Já agora que estou a pedir, podia ser também a terceira série do “Extras”?

sexta-feira, janeiro 30, 2009

CHEGA!

Estou em casa a ver tv, e uma pergunta surge-me na cabeça!

Ainda há pachorra para programas de dança? Os 127 anteriores não foram suficientes?

E já agora, já chega de músicas dos ABBA! Mamma mia! a maior desgraça de 2008, tornou o anterior flagelo de Natal num fenómeno arrepiante que dura todo o ano.

The life and Death of Peter Sellers (2004)


Peter Sellers é um génio da representação, basta olhar para “Dr. Strangelove” (1964) e para “Being There” (1979), no entanto foi um génio perturbado e teve uma morte prematura. O “The Life and Death of Peter Sellers” é uma biografia da vida de actor de Sellers, conta-nos como evoluiu da rádio para o cinema e como teve sempre uma visão algo deturpada da realidade, escudando-se atrás da sua infantilidade. Sellers estava certo que era magistral e isso tornava-o arrogante, quando o que ele queria mesmo era ser encarado como um actor sério e não como um palhaço. “Being There”, foi um sonho atrás do qual correu muito tempo, a falta de personalidade e de expressão da personagem atraia-o, encantava-o, e era finalmente o papel sério que o iria afirmar como actor em todas as vertentes. Quanto a mim foi sem dúvida o papel de uma vida num filme sublime. Sellers morreu novo e sozinho...uma tragédia para o cinema mundial.


Nota: 3,5/5 – É assustadora a semelhança entre Geoffrey Rush e Sellers, um magnifico papel.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

A antecipação!


Allen é um mestre, nalgumas coisas talvez O mestre (sempre acompanhado por Groucho Marx). Então estou em estágio para ver o novo de Woody (“Vicky Cristina Barcelona” (2008)). Dizem-me que é um Filme típico de Woody Allen – o que para mim são boas notícias – filmado na Europa. Estou curioso para ver como filma Barcelona, e já agora como está a Scarlett!

P.S. - Ouvi dizer que a Sophia Loren de Almodóvar faz um belo papel – pelo menos é o que dizem as nomeações...

P.S. 2 – E o Peter Sellers (outro génio – este com mau génio) que esteve apaixonado pela Sophia Loren – a verdadeira!

segunda-feira, janeiro 26, 2009

As minhas impressões sobre as nomeações para os Óscares

Este ano, como sempre, houve algumas surpresas nos nomeados e sobretudo na falta deles.

Fique surpreendido com o facto de:

“Changeling”, não ter sido nomeado para melhor filme

Leonardo Di Caprio não ter sido nomeado para melhor actor

Clint Eastwood não ter sido nomeado para melhor realizador

“Australia” não ter sido nomeado para melhor fotografia

E para mim a maior surpresa de todas foi o Boss (Springsteen) não ter sido nomeado para melhor música.

Desta nomeação retiramos um facto importante, uma das características principais que uma actriz deve ter para ser nomeada para um Óscar é ser a Meryl Streep…

Twitter

Querem saber mais de mim, querem actualizações mais frequentes, muito mais frequentes?

Então liguem-se ao Twitter e sigam-me. Vão ver que se vão divertir como se andassem numa montanha-russa gigante (sem o efeito desagradável dos vómitos). Venham daí ver o que ando a fazer!

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Oscar Nominations (2008)

Best motion picture of the year
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), A Kennedy/Marshall Production, Kathleen Kennedy, Frank Marshall and Ceán Chaffin, Producers
* “Frost/Nixon” (Universal), A Universal Pictures, Imagine Entertainment and Working Title Production,Brian Grazer, Ron Howard and Eric Fellner, Producers
* “Milk” (Focus Features), A Groundswell and Jinks/Cohen Company Production, Dan Jinks and Bruce Cohen, Producers
* “The Reader” (The Weinstein Company), A Mirage Enterprises and Neunte Babelsberg Film GmbH Production, Nominees to be determined
* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), A Celador Films Production,Christian Colson, Producer

Performance by an actor in a leading role
* Richard Jenkins in “The Visitor” (Overture Films)
* Frank Langella in “Frost/Nixon” (Universal)
* Sean Penn in “Milk” (Focus Features)
* Brad Pitt in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)
* Mickey Rourke in “The Wrestler” (Fox Searchlight)

Performance by an actor in a supporting role
* Josh Brolin in “Milk” (Focus Features)
* Robert Downey Jr. in “Tropic Thunder” (DreamWorks, Distributed by DreamWorks/Paramount)
* Philip Seymour Hoffman in “Doubt” (Miramax)
* Heath Ledger in “The Dark Knight” (Warner Bros.)
* Michael Shannon in “Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage)

Performance by an actress in a leading role
* Anne Hathaway in “Rachel Getting Married” (Sony Pictures Classics)
* Angelina Jolie in “Changeling” (Universal)
* Melissa Leo in “Frozen River” (Sony Pictures Classics)
* Meryl Streep in “Doubt” (Miramax)
* Kate Winslet in “The Reader” (The Weinstein Company)

Performance by an actress in a supporting role
* Amy Adams in “Doubt” (Miramax)
* Penélope Cruz in “Vicky Cristina Barcelona” (The Weinstein Company)
* Viola Davis in “Doubt” (Miramax)
* Taraji P. Henson in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)
* Marisa Tomei in “The Wrestler” (Fox Searchlight)

Achievement in directing
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), David Fincher
* “Frost/Nixon” (Universal), Ron Howard
* “Milk” (Focus Features), Gus Van Sant
* “The Reader” (The Weinstein Company), Stephen Daldry
* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Danny Boyle

Original screenplay
* “Frozen River” (Sony Pictures Classics), Written by Courtney Hunt
* “Happy-Go-Lucky” (Miramax), Written by Mike Leigh
* “In Bruges” (Focus Features), Written by Martin McDonagh
* “Milk” (Focus Features), Written by Dustin Lance Black
* “WALL-E” (Walt Disney), Screenplay by Andrew Stanton, Jim Reardon, Original story by Andrew Stanton, Pete Docter

Adapted screenplay
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Screenplay by Eric Roth, Screen story by Eric Roth and Robin Swicord
* “Doubt” (Miramax), Written by John Patrick Shanley
* “Frost/Nixon” (Universal), Screenplay by Peter Morgan
* “The Reader” (The Weinstein Company), Screenplay by David Hare
* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Screenplay by Simon Beaufoy

Achievement in cinematography
* “Changeling” (Universal), Tom Stern
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Claudio Miranda
* “The Dark Knight” (Warner Bros.), Wally Pfister
* “The Reader” (The Weinstein Company), Chris Menges and Roger Deakins
* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Anthony Dod Mantle

Achievement in film editing
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Kirk Baxter and Angus Wall
* “The Dark Knight” (Warner Bros.), Lee Smith
* “Frost/Nixon” (Universal), Mike Hill and Dan Hanley
* “Milk” (Focus Features), Elliot Graham
* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Chris Dickens

Achievement in art direction
* “Changeling” (Universal), Art Direction: James J. Murakami, Set Decoration: Gary Fettis
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Art Direction: Donald Graham Burt, Set Decoration: Victor J. Zolfo
* “The Dark Knight” (Warner Bros.), Art Direction: Nathan Crowley, Set Decoration: Peter Lando
* “The Duchess” (Paramount Vantage, Pathé and BBC Films), Art Direction: Michael Carlin, Set Decoration: Rebecca Alleway
* “Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage), Art Direction: Kristi Zea, Set Decoration: Debra Schutt

Achievement in costume design
* “Australia” (20th Century Fox), Catherine Martin
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Jacqueline West
* “The Duchess” (Paramount Vantage, Pathé and BBC Films), Michael O’Connor
* “Milk” (Focus Features), Danny Glicker
* “Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage), Albert Wolsky

Achievement in makeup
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Greg Cannom
* “The Dark Knight” (Warner Bros.), John Caglione, Jr. and Conor O’Sullivan
* “Hellboy II: The Golden Army” (Universal), Mike Elizalde and Thom Floutz

Achievement in music written for motion pictures (Original score)
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.),Alexandre Desplat
* “Defiance” (Paramount Vantage), James Newton Howard
* “Milk” (Focus Features), Danny Elfman
* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), A.R. Rahman
* “WALL-E” (Walt Disney), Thomas Newman

Achievement in music written for motion pictures (Original song)
* “Down to Earth” from “WALL-E” (Walt Disney), Music by Peter Gabriel and Thomas Newman, Lyric by Peter Gabriel
* “Jai Ho” from “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Music by A.R. Rahman, Lyric by Gulzar
* “O Saya” from “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Music and Lyric by A.R. Rahman andMaya Arulpragasam

Achievement in sound editing
* “The Dark Knight” (Warner Bros.), Richard King
* “Iron Man” (Paramount and Marvel Entertainment), Frank Eulner and Christopher Boyes
* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Tom Sayers
* “WALL-E” (Walt Disney), Ben Burtt and Matthew Wood
* “Wanted” (Universal),Wylie Stateman

Achievement in sound mixing
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce and Mark Weingarten
* “The Dark Knight” (Warner Bros.), Lora Hirschberg, Gary Rizzo and Ed Novick
* “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Ian Tapp, Richard Pryke and Resul Pookutty
* “WALL-E” (Walt Disney),Tom Myers, Michael Semanick and Ben Burtt
* “Wanted” (Universal), Chris Jenkins, Frank A. Montaño and Petr Forejt

Achievement in visual effects
* “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton and Craig Barron
* “The Dark Knight” (Warner Bros.), Nick Davis, Chris Corbould, Tim Webber and Paul Franklin
* “Iron Man” (Paramount and Marvel Entertainment), John Nelson, Ben Snow, Dan Sudick and Shane Mahan

Best animated feature film of the year
* “Bolt” (Walt Disney), Chris Williams and Byron Howard
* “Kung Fu Panda” (DreamWorks Animation, Distributed by Paramount), John Stevenson and Mark Osborne
* “WALL-E” (Walt Disney), Andrew Stanton

Best foreign language film of the year
* “The Baader Meinhof Complex” A Constantin Film Production, Germany
* “The Class” (Sony Pictures Classics), A Haut et Court Production, France
* “Departures” (Regent Releasing), A Departures Film Partners Production, Japan
* “Revanche” (Janus Films), A Prisma Film/Fernseh Production, Austria
* “Waltz with Bashir” (Sony Pictures Classics), A Bridgit Folman Film Gang Production, Israel

Best documentary feature
* “The Betrayal (Nerakhoon)” (Cinema Guild), A Pandinlao Films Production, Ellen Kuras and Thavisouk Phrasavath
* “Encounters at the End of the World” (THINKFilm and Image Entertainment), A Creative Differences Production, Werner Herzog and Henry Kaiser
* “The Garden” A Black Valley Films Production, Scott Hamilton Kennedy
* “Man on Wire” (Magnolia Pictures), A Wall to Wall Production, James Marsh and Simon Chinn
* “Trouble the Water” (Zeitgeist Films), An Elsewhere Films Production, Tia Lessin and Carl Deal

Best documentary short subject
* “The Conscience of Nhem En” A Farallon Films Production, Steven Okazaki
* “The Final Inch” A Vermilion Films Production, Irene Taylor Brodsky and Tom Grant
* “Smile Pinki” A Principe Production, Megan Mylan
* “The Witness - From the Balcony of Room 306” A Rock Paper Scissors Production, Adam Pertofsky and Margaret Hyde

Best animated short film
* “La Maison en Petits Cubes” A Robot Communications Production, Kunio Kato
* “Lavatory - Lovestory” A Melnitsa Animation Studio and CTB Film Company Production, Konstantin Bronzit
* “Oktapodi” (Talantis Films) A Gobelins, L’école de l’image Production, Emud Mokhberi and Thierry Marchand
* “Presto” (Walt Disney) A Pixar Animation Studios Production, Doug Sweetland
* “This Way Up”, A Nexus Production, Alan Smith and Adam Foulkes

Best live action short film
* “Auf der Strecke (On the Line)” (Hamburg Shortfilmagency), An Academy of Media Arts Cologne Production, Reto Caffi
* “Manon on the Asphalt” (La Luna Productions), A La Luna Production, Elizabeth Marre and Olivier Pont
* “New Boy” (Network Ireland Television), A Zanzibar Films Production, Steph Green and Tamara Anghie
* “The Pig” An M & M Production, Tivi Magnusson and Dorte Høgh
* “Spielzeugland (Toyland)” A Mephisto Film Production, Jochen Alexander Freydank

Fido (2006)



O que queres no Natal querido? Quero Um Zombi só, só para mim, poistáclaro!

Andrew Currie traz-nos um filme inesperado, surpreendente e caricato. Com uma técnica de filmagem muito agradável, com cenas fabulosas, Currie conta-nos a história de um mundo afectado pela industrialização, em que os mortos se tornam zombies e participam na sociedade desempenhando funções a custo zero, tudo isto controlado por uma empresa todo-poderosa - Zomcon. A sociedade alterou-se e os velhos são considerados pessoas perigosas e se necessário abatidos, há uma banalização da morte que é necessária para manter a sociedade livre de seres comedores de carne humana. Esta comédia passada nos anos 50 tem, quanto a mim, algumas semelhanças com o brilhante “Edward Scissorhands” (1990).




Vejam este filme e a sua visão da sociedade. É com Zombies, mas são Zombies bonzinhos…Alguns…

Ps – A música deste filme é muito boa.

Nota: 3/5

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Um, dois docinhos!

Andei a brincar com uma nova ferramenta, animoto, e fiz dois docinhos especiais para os frequentadores deste estamine – Enjoy!





As fotos são minhas, a música infelizmente não…

segunda-feira, janeiro 19, 2009

We all stand together (Frog song)


Quando era miúdo (muito bem comportado por sinal) tinha uma paixão por esta música e por este videoclip. Tenho muitas recordações, e muito boas, de ver isto na televisão sempre em alturas inesperadas, porque não fazia parte da programação apenas deveria entrar para animar a pequenada e ocupar um espaço morto criado por falhas no planeamento da emissão.



Entretanto encontrei isto em DVD juntamente com outras músicas animadas do Paul McCartney (Paul McCartney - The Music And Animation Collection) e já está arrumadinho na minha prateleira.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Prenda de Natal

Só agora comprei a minha prenda de Natal – de mim para mim! – e sabia mesmo o que queria.


Comprei o Casablanca (Ultimate Collector’s Edition). Casablanca (1942) é um dos meus filmes preferidos (Top 10) e foi dos primeiros que comprei em DvD, ainda nas velhinhas snapper cases, achei que precisava de companhia e fiz o meu primeiro DvD Double Dip.
Este é o filme Príncipe de Hollywood, o rei de Quotes e uma obra-prima deliciosa. Sem Casablanca alguns dos clichés pura e simplesmente não existiriam. Exemplos:

“I think this is the beginning of a beautiful friendship”

“Kiss me. Kiss me as if it were the last time.”

“We'll always have Paris”


P.S. – Nunca esqucer Lisboa é o objectivo…

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Calça? O que é isso? Para mim era um par de calças ófazfavor!


Queria incitar a um levantamento popular contra o uso da não-palavra calça!

Como me irrita ir a uma loja, e são os lojistas quem usa esta falácia linguística com maior frequência, e pedir para ver umas calças ao que me respondem – Quer esta calça? Vou buscar.

Eu felizmente tenho dois, dois, membros inferiores pelo que gosto de usar um par de calças, de outro modo tenho frio e sinto que, na rua, sou olhado com outros olhos.

A única altura em que aceito o uso da palavra calça é quando alguém me pergunta - Que número, de sapatos bem entendido, calça? Aqui está o correcto uso da palavra.

Calças não tem singular, pelo menos não no sentido corrente, apenas quando designa cada uma das partes constituintes de um par. Portanto consideremos daqui para a frente a palavra calças como consideramos lápis – uma palavra sem singular.

Vamos acabar com o uso de calça no vocabulário dos lojistas!

Próximo passo – Eliminar palavras como calção, sapato e cinza.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Os melhores filmes de 2008!

O ano está a acabar e ainda bem porque não foi nada de jeito, que o próximo seja melhor, muito melhor.

Estamos na época dos balanços e da revisão de stock, pelo que vou fazer o meu top 5 dos filmes que estrearam ou que saíram directos para DVD em 2008. Esta lista pode não ser das melhores porque como sempre não vi tantos filmes quantos deveria ter visto, mas dos que vi estes foram os 5 melhores (por ordem de data de exibição):

Charlie Wilson’s War (2007) – Uma sátira mordaz apoiada em factos reais. E para além disso é um bom filme com boas interpretações e quase tão divertido como o andar do Groucho. Crítica aqui.

Atonement (2007) – Cá está o filme que deveria ter ganho o Óscar de melhor filme, é um filme soberbo.

The Spiderwick Chronicles (2008) – Quando se recorre ao imaginário para salvar a família e o quintal! Enternecedor, familiar e fantástico. Crítica aqui.

The Dark Knight (2008) – Talvez o melhor filme de super-herois de sempre. É negro, é longo e é muito bom. Daqui vaticino já um Óscar para este filme – Qual? – Eu penso que quem o viu percebe…
Crítica aqui.

Once (2006) – Straight to DVD. Que pena, o filme oscarizado com a melhor canção foi parar às prateleiras dos videoclubes sem a hipótese de ser exibido numa sala com um som que lhe fizesse justiça…que injustiça. Muito bom e o melhor filme independente que vi este ano. Crítica aqui.

Menções honrosas para quatro filmes:

Cloverfield (2008) – Pela novidade e pela maneira de filmar – a alguns causa dores de cabeça a outro vómitos. O que gostei mesmo foi de ter a sensação que as personagens sabiam apenas e só o que eu sabia. Crítica aqui.

Sweeney Todd : The Demon Barber of Fleet Street (2007) – Não está entre os meus preferidos de Burton, mas tem as cenas mais bem filmadas que vi em 2008. Um mestre é sempre um mestre.

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (2008)
– Não é tão bom como os antecessors, mas pode ser que o tempo lhe faça justiça e os fãs o coloquem junto da trilogia original. A mim soube-me muito bem ir ver um Indy pela primeira vez a uma sala de cinema. Crítica aqui.

In Bruges (2008) – O Segundo melhor filme independente do ano, mas este é negro muito negro. Gostei muito de algumas das situações neste filme que teve no casting e na localização duas armas fortes. Crítica aqui.

E o pior filme do ano vai para:

Cristóvão Colombo – O Enigma (2007) – Sim, vou dizer mal de um filme Português. Oliveira pode muito bem ser o melhor realizador do mundo, o mais independente, quebrar todas as regras da cinematografia, mas este filme é mau – é mesmo mau. Não é intelectual nem mesmo pseudo-intelectual é mau e pronto. Não tenho como alguns um ódio pela obra do Manelinho até tenho muito orgulho em que se já Português. Ver aqui.
A todos os amigos e leitores um Grande 2009, e já agora carregadinho de grandes filmes.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Ora ouçam esta musiquinha de Natal…

Parece uma música talhada para a Marylin Monroe(ao estilo de Happy Birthday Mr President – mas isto foi só em 1962), mas na verdade é de Eartha Kitt gravada em 1953. Foi depois cantada por inúmeras pessoas ligadas ao mundo da musica e à representação, incluindo a grande Miss Piggy – pensando bem esta musica assenta-lhe na perfeição.



terça-feira, dezembro 23, 2008

Boas Festas!


Queria desejar a todos os amigos e leitores deste pasquim um Feliz Natal com muitos filmes e muitas filhós.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Querem uma recomendação, querem?


Chegou ao estaminé uma notícia de última hora que eu tenho que transformar em recomendação AddCritics.

No mítico cinema de São Jorge vai haver um daqueles Happenings que se tornam lendários. A Lisbon Film Orchestra vai brindar os espectadores com algumas das mais famosas músicas de algumas das mais famosas bandas sonoras de sempre. Vão poder sentir o som de cerca de 80 músicos em palco a tocar ao vivo músicas que trarão muitas recordações de bons momentos cinematográficos.

A Lisbon Film Orchestra é a mais recente Orquestra em Portugal e é dirigida pelo Maestro (mais uma vez encontro-me perdido num episódio do Seinfeld, bem há sítios piores para estar perdido) Nuno Sá. Em Novembro de 2007 esta Orquestra conquistou o público pela primeira vez, este ano podemos reviver este concerto nos dias 19 e 20 de Dezembro (mesmo a tempo de elevar o espiritozinho de Natal) pelas 21:30 havendo uma sessão também às 11:00 no dia 20.

Eu, é mais filmes, mas também não nego uma boa musiquinha.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Xmas movies!


O Natal está à porta. Como é que eu sei? Sei porque nos canais nacionais já passou “Jingle all the way” (1996) e “Ben-Hur” (1958), não preciso de mais confirmações de que o Natal está quase a tocar à campainha, até porque bater à porta é muito anos 90. Ouvi dizer que estranhamente até o “Home Alone 2: Lost in New York” (1992) exibiram.

Então o que podem ver este ano? Só coisinhas boas que levam aqui desta loja, qual pastelaria caseira qual quê? Este ano a loja Add Critics é que está a dar.

Então cá vão umas sugestõezinhas.

Para começar um clássico que eu conto ver este Natal “Miracle on the 34th street” (1947) galardoado com 3 Óscares incluindo melhor argumento. Este é o filme ideal para nos trazer a ternura do Natal.

Seguimos para um dos melhores filmes do Tim Burton “Edward Scissorhands” (1990) - também tem a sua ternura, mas que faz pensar noutros valores, naquilo que é realmente importante nesta quadra. Como sempre este filme tem o seu quê de negrume – começa negro e termina negro, com um colorido interessante pelo meio (qual o mais sinistro o negro ou o colorido??).

“Bad Santa” (2003) num tom diferente deleite-se a ver o Pai Natal num sem número de posições sexuais.

“Karate Kid” (1984) de Natal tem muito pouco ou mesmo nada, mas já tenho saudades deste filme. Quem nãos gosta desta obra-prima.

E que tal ver a primeira série de Narnia – “The Lion the Witch & the Wardrobe” (1988), como em Narnia é sempre Inverno e nunca Natal parece-me apropriado. E para além disso é tudo branquinho e há animaizinhos queridos, até há anões (mas estes não são muito fofinhos).

E agora um desafio. Que tal ver a saga “Lord of the Rings” ou a saga “Harry Potter”, nas férias de Natal? Enrolam-se numa mantinha com alguém querido e passam ali uns bons serões à lareira.

Apetece-me aconselhar a leitura de um clássico de Dickens, “A Christmas Carol” (1843). Se não souberem o que me oferecer, podem sempre ofertar-me uma primeira edição deste livro. Era extremamente giro e eu agradeceria com extrema cordialidade.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Manoel de Oliveira (1908)


100 anos é a bonita idade do nosso cineasta maior. Alvíssaras Senhor alvíssaras pelo Manelinho. Conseguiu evoluir com o cinema, mantendo-se actualizado, nos temas e nas técnicas. Conseguiu fazer na carreira aquilo que poucos conseguem, e conseguiu-o imprimindo um cunho pessoal e uma intensidade muito fortes.

Como actor entrou no primeiro filme sonoro Português (“A Canção de Lisboa” 1933) em que interpretava um amigo da personagem principal. E qual o porquê de Oliveira interpretar um papel neste filme? Acontece que Manoel de Oliveira era um piloto de automóveis muito famoso à época e iria ajudar no sucesso de bilheteiras. O senhor já era famoso antes de se dedicar exclusivamente à celulose, e como diria outro grande, grande senhor, E esta, Hem?.

Pense-se o que se pensar da obra de Manoel de Oliveira temos que o admirar e temos que o felicitar pela sua carreira e por ser o cineasta mais velho no activo do mundo.

Parabéns Manelinho, longa vida ao de Oliveira.



domingo, novembro 30, 2008

How to Irritate People (1969)


Não aprecio nada mesmo nada quando as minhas expectativas são defraudadas. Mas de vez em quando lá acontece. Deve-se a isto o facto de por vezes tentar escapar às críticas de um filme antes de o ver.
Mas porquê este discurso com muito pouco sentido?
Acabei de ver um filme/programa de televisão que tinha debaixo de olho há BUÉ! How to Irritate People (1969) apresentado pelo grande, enorme, John Cleese, escrito pelo próprio e pelo seu colega Pythoniano, Graham Chapman. Para começar o dvd está muito mal montado, alguém decidiu cortar às postas, com uso de ecrãs negros e títulos, aquele que era um programa contínuo. Muito mal feito. Mas não ficamos por aqui…O programa encontra-se extremamente datado e entretém muito pouco. Prazer de visionamento tirei muito pouco, até porque esta edição, já tinha dito que era má?, embora 4:3 (o que até não me chateia assim tanto), tem uma qualidade de imagem péssima.
Embora tenha algumas situações bem retratadas não aconselho este dvd. E olhem que me custa muito não recomendar um dvd do Monstro que é John Cleese.

Nota: 2/5

sexta-feira, novembro 28, 2008

Receita para o fim-de-semana

Caros doutos cinéfilos, vem aí o fim-de-semana e é um fim-de-semana alargado. Porque está frio, vou prescrever a minha receita.
Ver com uma caneca de cacau quente com uma pitada de canela:

Spy Game (2001) – Um Thriller ideal para noite de sexta.

On Her Majesty’s Secret Service (1969) – Um filme de acção para ver no sábado. Está carregado de belos ingredientes, para já é um filme do Bond, tem cenas fantásticas na neve e parte do filme foi filmado em Portugal (Estoril). Ah, há um atractivo, este é o filme em que J.B. se casa. Este filme é injustamente mal amado!


Stardust (2007) – Filme sobre o fantástico com belos momentos de humor, ideal para uma tarde de Domingo.

Life of Brian (1979) – O mais aclamado filme dos Python. Uma comédia inteligente numa sátira a alguns dogmas da nossa sociedade Cristã. (Always look on bright side of life) Para ver na segunda-feira antes da labuta semanal.

Se seguirem esta receita, vão ter um fim-de-semana relaxante e quentinho…

terça-feira, novembro 25, 2008

Freaks (1932)


Um dos filmes que mais interesse me despertou no último ano! Uma obra que gera paixões que divide pessoas, e eu vi-a!

É mais uma média metragem do que longa, conta com apenas 60 minutos de filme. Mas devem ser dos 60 minutos mais estranhos do cinema dos anos 30 (se bem que nesta época havia muito experimentalismo conceptual). Foi uma tentativa de ganhar com o sucesso que os filmes de terror estavam a ter junto do público, traduzindo-se em grandes sucessos de bilheteira. No entanto, este filme foi mais além e trazia o terror para o plano do real (ao filmar pessoas com deformações verdadeiras) e isto ditou o seu fracasso. Expunha o espectador a figuras que não queriam ver. Este facto levou este filme a ser banido no Reino Unido até aos anos 60, e ainda hoje (legalmente) se encontra banido em alguns estados dos Estados Unidos da América.

Filmado por Tod Browning que arruinou a sua carreira com este fiasco de bilheteira após o seu grande sucesso “Dracula” (1931). “Freaks” deve ser o seu trabalho mais discutido e nalguns ciclos o mais aplaudido. Este filme teve um retorno à fama nos anos 60 quando se valorizava tudo aquilo o que saía fora dos padrões estabelecidos, tornando-se num filme de culto para a sociedade vanguardista da época.

Conta a estória de um Sideshow (circo de anormalidades – na falta de melhor palavra) e fala da relação entre pessoas com deformações físicas e pessoas “normais”. Não é mais do que uma ode à igualdade e mostra com crueldade como todos podemos ser vis e maquiavélicos. Se por um lado mostra a perversidade dos ditos normais e a união dos “freaks”, por outro mostra o carácter vingativo dos “freaks”, num final aterrador para a época.

Não esperem grandes interpretações nem grande enredo, mas esperem um filme com imagens peculiares e nunca antes vistas no ecrã. Este filme ainda hoje é um murro no estômago porque vivemos numa sociedade em que cada vez mais se premia a perfeição com a desculpa de promover a inclusão (tretas, digo-vos eu. Tretas!).

Nota: Porque este filme tem cenas de grande impacto e porque desempenhou um papel importante na história do cinema 4/5

segunda-feira, novembro 24, 2008

Comprinhas

Porque já não vos mostrava nada de novo há algum tempo, e porque adquiri recentemente dois campeões dos Óscares em edições muito boas, resolvi partilhar com os caríssimos as minhas comprinhas.

Estas edições são semelhantes e estão repletas de extras.

Titanic (1997) – Edição especial de coleccionador de 4 discos



Este filme a par de “Ben-Hur” (1959) e de “The Return of the King” (2003) foi aquele que arrecadou mais estatuetas douradas (11). Merecia de facto uma edição como esta. Embora não seja um dos meus filmes preferidos, “Titanic” entrou definitivamente na história do cinema e vai ser sempre recordado como uma obra-prima (devo-vos lembrar que tudo foi recriado ao pormenor desde os tecidos às loiças, etc.) e como um dos maiores Blockbusters de sempre (provavelmente o filme que mais pessoas foram ver repetidas vezes à sala de cinema), figurando ainda na lista dos filmes mais lucrativos de todos os tempos.

Gone with the Wind (1939) - Edição especial de coleccionador de 4 discos
Ganhou 8 Óscares e 2 prémios especiais atribuídos pela academia (considerando alguns 10 Óscares). É o filme mais longo de sempre (226 min) a ganhar o Óscar para melhor filme e, a meu ver, o filme Rei de Hollywood, é aquele que reflecte os tempos gloriosos de Hollywood, tem uma carga dramática e de aventura muito forte e transmite uma sensação de épico intemporal. Queria ter este filme há muito, e finalmente tenho uma bela edição. Agora é revê-lo em dvd, porque em VHS devo tê-lo visto 3 ou 4 vezes.

Agora imaginem o que é ver estes filmes e os respectivos extras de forma continua. Um prazer indescritível (só ao alcance dos espectadores pacientes). Ai ai, parece que vou ter de pedir uns dias de férias.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Call Girl (2007)


Um filme Português algo diferente do que esperava, mas com o mesmo problema de sempre: Um estilo de filmar trivial e directo, e pior alguns dos actores não deviam sequer poder fazer anúncios ao Omo.

Ivo Canelas confirma-se como uma promessa nacional, um actor com presença com muito potencial e que é, neste filme, acompanhado muito bem por Soraia Chaves que defende bem o seu papel com uma interpretação que não envergonha. Será que podemos esperar mais desta actriz, será que pode singrar como actriz e não como uma cara bonita? Estamos cá para ver.

O bom e velho Nico desempenha o seu papel na perfeição (um dos poucos actores que de facto tem um papel importante a desempenhar na ficção nacional), o Raposo é a voz da razão e muito bem.

Parece-me haver aqui uma progressão em termos de argumento, foi um risco escrever e realizar um filme com mais de 2 horas, mas esta foi a maior conquista do filme, porque só assim se pode dar outra profundidade ao filme, a humanização das personagens por vezes obriga a isso. No entanto não me parece ser com este tipo de filmes e com este género de produções que o cinema nacional sobe de patamar e recupera a glória perdida dos anos de ouro.

Nota: 2,5/5

P.S. – E que tal fazerem um filme em que numa página de argumento não apareça uma asneira quanto mais 5 por linha?

P.S.2 – Houve aqui algumas homenagens, e no fim percebemos o porquê do fato e da gravata preta.

P.S.3 – Bom, bom era o Mr. Brown ter ido ter com ela! Mas depois apenas nos restava um gajo bom, e isto do cinema ainda tem algumas regras. Mas que era do caraças, ah isso era!

quarta-feira, novembro 19, 2008

O que se passa com a Dra. Ferreira Leite?


Algo se passa com a líder da oposição. Esta senhora conta já com um belo chorrilho de barbaridades proferidas nas alturas mais incríveis. Inteligência e habilidade política foi algo que não lhe calhou na rifa.

Numa altura que era, aparentemente, favorável à oposição, com os professores e os alunos na rua, Ferreira Leite vem puxar para si, da pior maneira, os holofotes. Dando uma bolsa de oxigénio inesperada ao governo, que para além de acalmar a polémica ainda tem hipótese de tirar dividendos políticos positivos das declarações da suposta Tatcher Portuguesa.

Embora a Dra. Manuela possa de facto pensar que a democracia devia ser suspensa para que se pudessem realizar algumas reformas importantes, nunca o pode dizer publicamente, muito menos no papel de líder do maior partido da oposição. Há uma responsabilidade política que não pode ser quebrada.

Agora Dra. Ferreira Leite vá ter umas aulinhas de política democrática que bem precisa! E o país agradece.

Isto está incorrecto!


A série “Seinfeld” é umas das séries mais mal traduzidas, para Português, da história. É impressionante a quantidade e o calibre dos erros que encontramos nesta série.

Na sexta temporada no episódio número 19 (“The Doodle”):

I ate…

Tradução que se encontra no dvd: Eu odeio…

Tradução correcta: Eu comi…

Este erro é cometido duas vezes na mesma cena (pelo menos há consistência).

I am watching four movies at the same time.

Tradução que se encontra no dvd: Estou a ver 40 filmes ao mesmo tempo.

Humm, como é que isto aconteceu? Eu não percebo!

terça-feira, novembro 18, 2008

In Bruges (2008)




É verdade apresento mais um filme actual, mais um filme do presente, “In Bruges” de Martin McDonagh. Realizador que ganhou o Óscar em 2006 para melhor curta metrgem com “Six Shooter” (2004) o seu primeiro trabalho como realizador.


“In Bruges” foi-me apresentado como uma comédia negra, mas nunca pensei que o fosse tanto. Muito bem escrito, com diálogos bons e bem ditos, tornam este filme num dos filmes independentes mais promissores do ano.


O filme suporta-se numa envolvência bela, proporcionada pela cidade de Bruges. Esta aura bela é rematada com um conjunto de sequências e planos com uma componente dramática/cénica muito forte. Este drama pessoal é uma descoberta da amizade e do amor, revestido de um estranho sentido de honra e de conflitos interiores. As situações caricatas e algo peculiares retiram a carga dramática que de outra forma tornariam o filme mais denso, algo penoso e talvez insuportável.


Gostei do filme, mas gostei sobretudo de alguns momentos da dita comédia negra com diálogos de génio.

NOTA: porque nem sempre se manteve constante 3/5

segunda-feira, novembro 17, 2008

O Programa do Aleixo



Se gostam de comédia pouco convencional leiam este post e vão ver que não se sentiram defraudados.


O Eoke de Coimbra, deixou de ser Eoke, porque os senhores do Star Wars se mostraram algo incomodados com a sua aparência.


Fui alertado pelo sempre atento Tio Markl para o programa de televisão de Bruno Aleixo (O programa do Aleixo) que pode ser visto aqui. Já conhecia esta personagem há algum tempo (e era fã), nunca tinha pensado sequer que o formato dos sketches poderia ser transposto para um programa de tv. A verdade é que fiquei bastante agradado com o primeiro programa. Vamos ver se os capítulos seguintes são consistentes.


O humor do Bruno Aleixo, é um humor algo particular e que certamente apenas vai agradar a alguns, podendo mesmo criar sentimentos de ódio noutros.

Quantum of Solace (2008)



A pedido de muitas famílias deixo aqui o meu contributo sobre o novo filme do James Bond, ou será Jason Bourne? Estes dois se calhar têm algo mais em comum do que as iniciais!


Este filme tem gerado muitos sentimentos contraditórios (esta é uma saga de paixões) em quem percebe um pouco desta coisa do cinema. Eu que não percebo nada posso tentar esclarecer algumas mentes.


As expectativas estavam altitas! Depois da adaptação do primeiro romance de Fleming, esta continuação era intensamente aguardada pelos fãs. Como tal o Add Critics não podia perder a estreia do Bond 22.


Temos acção acelerada, num filme que parece ter apenas 50 minutos de duração. Apenas 50 min porque tem pouca estória, muito pouca, o enredo é simples. É um filme que funciona bem enquanto parte do que se espera uma trilogia, mas que não tem capacidade para se manter de forma individual. Os filmes Bond têm de ter a capacidade de valer por si só assim como no conjunto. Neste ponto o filme, muito bem filmado e com cenas de acção muito bem coreografadas, falha, e falha redondamente.


No entanto, entendo que o conjunto destes dois filmes “Casino Royale” (2006) e “Quantum of Solace” (2008) catapulta o universo Bond para outro patamar podendo com isso atingir públicos que até aqui pensava nos filmes Bond como filmes moles e pouco movimentados. Passamos também para uma nova era de cinematografia, muito mais real, muito mais fria, por outro lado torna Bond num super herói de smoking (uma abordagem à personagem semelhante à que Nolan fez com Batman).

Nota: Como filme de acção 3,5/5, como Bond 2,5/5

The Movies I See!

Depois de um interregno, estou de volta e com boas noticias.

O meu amigo que escreveu dois posts, como convidado, aqui no estaminé montou a sua própria loja.

E que tal mostrarmos o nosso apoio ao ler as suas criticas de cinema?

O blogue pode ser lido aqui.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Entre Les Murs (2008)

E não é que o franchising continua? Ah pois continua. Convidei o nosso amigo Gonçalo para escrever um post sobre um filme à sua escolha. E ele escolheu o filme mais badalado da semana transacta “Entre Les Murs” (2008). Portanto recostem-se e bebam um chazinho de ervas frescas e desfrutem do post. Ao Gonçalo o meu muito obrigado.


Entre Les Murs

“A Turma” oscila entre a ficção e o documentário mostrando-nos os mais variados problemas do ensino e a sua interacção com alguns problemas sociais.


O filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes consegue mostrar-nos o que se passa dentro de uma sala de aula de uma forma muito crua, humana e realista e ainda de um modo tão abrangente que só pelas origens dos alunos podemos reportá-lo para a realidade francesa... tivessem eles raízes cabo-verdianas, angolanas, moçambicanas, Ucranianas, brasileiras, etc e estaríamos na presença de uma turma de uma qualquer escola em Portugal.


Tanto os alunos como o professor (François Bégaudeau – autor do livro que deu origem ao filme), não sendo actores estão soberbos. Talvez seja esse um dos segredos do filme, pessoas normais que não têm de encarnar personagens, têm apenas de ser elas próprias.


Resta dizer que a sessão a que fui -estava quase vazia! - contou com a presença de alguns professores que infelizmente não se abstiveram de comentar o filme (às vezes de forma bastante idiota!) durante toda a sessão. Conclusão: os professores quando vão ao cinema comportam-se como os seus alunos problemáticos nas salas de aula.


Nota: 4,5/5 ou 8,5/10

terça-feira, novembro 04, 2008

I predict!


Cá para mim quem ganha as eleições dos Estados Unidos da América é o senhor do nome étnico. Até porque o outro senhor é coadjuvado por uma louca. Sim, por uma louca tresloucada.

Agora, será o Sr. Obama um bom presidente? Não sei e sinceramente tenho as minhas reservas em relação ao seu poder de decisão, mas sempre é melhor do que a outra senhora que pesca salmões (por maiores que eles sejam).

Interessante é também o facto de o próximo presidente dos EUA ter Hussein como nome de família (curioso não é?) e ainda por cima ser de uma minoria num país onde a segregação racial é um passado recente. Vamos a isso que para à frente é que é o caminho.

O senhor Obama vai ser um alvo muito apetecível para algum redneck manhoso tentar provar a supremacia branca (até parece que os gajos estão a fazer um anuncio a um detergente). Por isso protejam-no muito bem que com a crise instalada não precisamos mesmo nada de uma atentado político bem sucedido (chamem mas é os homens do presidente, que eles tratam do assunto).

P.S. – Já não há pachorra para esta eleição, até parece que não há nada importante a passar-se no nosso país.

P.S.2 – Então e o BPN? Voltámos ao tempo do PREC? Podemos nacionalizar aqui o estaminé e eu posso tornar-me funcionário público? Humm, beneficiosinhos, cá vou eu.