segunda-feira, junho 02, 2008
Isto está incorrecto
No filme Rushmore (1998) do grande Wes Anderson alguém diz a Max Fischer o seguinte:
Mr. Guggenheim had a stroke.
Tradução: O Sr. Guggenheim teve uma congestão.
Sem comentários…
domingo, junho 01, 2008
Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (2008)
Este foi um dos filmes mais aguardados do ano, não só por cinéfilos, mas também por todos os que cresceram com estes filmes. Devo ter visto a trilogia original vezes sem conta. Como diz a canção …time and time again…! Ia com expectativas muito altas e como não o vi em dia de estreia fiz os possíveis para passar ao lado das críticas que sinceramente me andavam a perseguir. E não foi fácil porque entre colegas que já o tinham visto e as criticas que estavam sempre a aparecer nos sítios da net que frequento, estava a tornar-se complicado.
Gostei do filme, não dei pelo passar do tempo (o que é bom) e fiquei chateado comó araças quando a meio de uma cena de acção desaba um intervalo de 7 minutos. Meus caros senhores, não se interrompe um Indy,é apenas uma daquelas coisas que não se faz, mais atençãozinha da próximas vez! OK?
Onde é que ia? Ah! Gostei do filme, gostei da sensação que o filme me transmitiu e achei que a ligação aos filmes anteriores foi bem conseguida. Gostei até da forma como foi encarado o envelhecimento da personagem. Agora não gostei de tudo do filme, para já fiquei um pouco desiludido com a interpretação de Cate Blanchett, que sem estar mal não deslumbrou (atenção que acho esta uma das melhores actrizes da actualidade), a cena das lianas à la Tarzan era dispensável, bem como a explosão nuclear (o ano em que o filme se passava era suficiente para nos colocar no centro da guerra fria) que nada, nada, veio trazer de novo ao filme, o casamento é uma maneira de fechar o ciclo que não me pareceu ter funcionado da melhor maneira. Agora o que me pareceu mesmo excessivo foi o final da aventura com a nave espacial e tudo mais, para mim tinha tudo sido melhor com uma simples restituição do crânio, e pronto.
Agora quero só discutir um pouco sobre uns pontos que vi referidos na net em relação à inverosimilhança deste filme:
ETs – Em todos os filmes anteriores, os artefactos procurados tinham algo de místico. Dois deles, a arca da aliança e o cálice sagrado estavam directamente relacionados com religião. Neste filme também o artefacto é místico e também está relacionado com reliagião. Agora, na nossa matriz Judaica-Cristã estamos habituados a associar Deus a uma qualquer representação Etérea e não a seres físicos. Para a civilização em questão, os ETs eram os seus Deuses (vários seres uma única consciência, até parece um pouco o mistério da santíssima trindade). Portanto não fugiu muito à temática dos outros filmes.
Quedas de água – Este é um pouco estranho, porque para quem realmente gosta dos filmes anteriores e aceitou coisas como três pessoas atirarem-se de um avião em pelo voo num barco salva-vidas insuflável que se insufla já em queda livre, parece-me no mínimo estranho não aceitar três quedas de água.
Temos que pensar que todos estávamos com medo de termos as expectativas logradas e procurámos qualquer defeito para apontar. Houve algumas falhas no argumento, alguma incoerência, mas como todo o espírito foi restabelecido, a ligação aos outros filmes foi cuidada e sobretudo pelo grande prazer que me deu ir pela primeira vez a uma sala de cinema ver um Indiana Jones, gostei muito do filme e recomendo, mesmo para quem não goste da série (embora duvide que exista alguém).
quarta-feira, maio 28, 2008
Então mas…
sábado, maio 24, 2008
3 da manhã na rua 53
http://3damanhanarua53.blogspot.com
sexta-feira, maio 16, 2008
I’ll make him an offer he can’t refuse!

Digam lá que não vai ficar uma beleza na minha prateleira.
quinta-feira, maio 15, 2008
Quem tem medo de cobras, quem é?
É o gajo que adoptou o nome do cão.
Já sabem quem é?

sexta-feira, maio 09, 2008
Querem ver que vi dois filmes que sim senhor!

As laranjas são boas, mas ver dois grandes filmes em cerca de 25 horas é também muito muito agradável.
O outro vi ontem, e este pela primeira vez, um clássico de Antonioni, Blow.Up (1966). Grande filme, não em extensão, em inovação. Trama, este é um filme que de trama não precisa e que bom que é parece espontâneo.
As novas expressões do léxico corrente
segunda-feira, abril 28, 2008
Comprinhas!!

Estou de volta com as comprinhas das últimas duas semanas.
Record:
From Dusk Till Dawn (1996) – Escrito por Tarantino, realizado por Rodriguez. Não há como errar.
MediaMarkt:
Mar Adentro (2004) – Que filme fantástico e que interpretação brilhante de Bardem.
Coffe and Cigarettes (2003) – Filme de Jim Jarmush a preto e branco, numa colecção de curtas-metragens em torno de uma mesa de café. Este projecto decorreu ao longo de 17 anos, com o primeiro dos segmentos filmado em 1986.
Os três filmes seguintes comprei num pack, são três comédias dos anos 80 que eu desconhecia e que adquiri porque em cada um dos filmes entra um elemento dos Monty Python.
Private’s on Parade (1982) – Com John Cleese
Nuns on the Run (1986) – Com Eric Idle
The Missionary (1982) – Com Michael Palin. Este foi o melhor dos três filmes.
Cahiers du Cinema:
Comprei mais dois dos livros sobre realizadores (com oferta de dvd).
Ingmar Bergman (Persona (1966)) – Aquele que é considerado um dos grandes realizadores do nosso tempo.
David Linch (Blue Vevet (1986)) – O realizador que nos leva aos limites.
CdWow:
Arrested Development (2003) – Quando tudo cai sobre os ombros de um homem a quem a família desespera.
quinta-feira, abril 24, 2008
Ena pá um filme que fez história!!

Senhores e senhoras parece que Hoje (24/04/2008) “Blade Runner” (1982) regressa às salas de cinema, mas desta vez com novas cenas, novos diálos e com alguns planos refeitos, naquela que é a versão final e definitiva. Este é um dos filmes mais importantes do género.
O que eu apreciava se mais filmes regressassem ao cinema para os podermos desfrutar num ecrã grandão.
Toda esta história do BR fez-me ficar com vontade de ir buscar o meu dvd e rever este filme que só vi uma vez nos idos de 2004 ou 2005.
segunda-feira, abril 21, 2008
Hellraiser (1987) e o facto de não apreciar este género

Como referi num post passado adquiri um dos clássicos do cinema de horror, Hellraiser de Clive Barker, um dos grandes filmes de culto dos anos 80. Recentemente tive a oportunidade de o ver e sinceramente não o achei nadinha de especial. Pode dar-se o caso de ter funcionado como um filme de terror há 20 anos quando saiu, mas a mim não me meteu medo nem me fez estar suspenso (on the edge of the seat) e pareceu-me mesmo um mau filme.
O defeito pode claramente ser meu uma vez que é um filme aclamadíssimo pelo público, deve ser um defeito de fabrico porque não sinto qualquer tipo de empatia por este género cinematográfico (pelo menos até agora, vou continuar a tentar). Tenho que explorar mais este estilo e tentar filme que de facto me mantenham suspenso, até porque me parece que esta é a melhor forma de fazer elevar o medo e trazer este tipo de emoções até à flor da pele.
Tideland (2005)

Do realizador do absurdo, Terry Gilliam, Tideland é uma experiência visual e mental que nos leva ao limite da razão. Neste filme o espectador é levado a crer numa impermeabilidade emocional irreal de uma criança que eleva a sua imaginação aos píncaros do possível. Num mundo em que o real e o imaginário se entrelaçam, somos deixados à deriva numa percepção mundana que nos ultrapassa e preocupa pela forma como rompe com as convenções sociais e mesmo humanas vigentes.
Há, no entanto, pormenores que merecem ser elevados neste filme: o cuidado com os cenários (fantásticos), o movimento e os planos invulgares (brilhante), a fotografia e finalmente (but not least) o desempenho dos actores (irrepreensível).
Terry Gilliam a par de Tim Burton são os realizadores que melhor conseguem traduzir em imagens universos alternativos.
sexta-feira, abril 18, 2008
From Dusk Till Dawn (1996)

Ontem realizei a minha primeira visualização do filme com argumento do SENHOR que nos trouxe Pulp Fiction (1994) e realizador pelo gajo do Sin City (2005). Escusado será dizer que estes são dois dos meus filmes preferidos (até apetece dizer AWESOME MOVIES mas é estrangeiro e este blogue é em PT). Esta era uma aposta segura, não se pode errar com Tarantino e Rodriguez.
Então e que achei eu? Achei que sim senhor e tal é porreiro!
Mas vamos analisar com mais calma.
No conjunto o filme é pouco mais que mediano. Podemos dividi-lo em três partes: Intróito, que é excelente e a principal razão pela qual se deve ver este filme, muito bom mesmo. Viagem, bastante bom também. Descalabro, que engloba o principal do filme, quando os vilões mostram as garras (os dentes) e é um ver se te avias. Aqui há um claro exagero e a única maneira de ver isto de uma forma agradável é olhar para esta 3ª parte como uma comédia. De facto, ponderando a totalidade do filme, a categoria que melhor se adequa é a de comédia de terror, categoria esta que tem sentido um crescendo de adeptos e de seguidores (qual mordida de vampiro).
De qualquer forma aconselho a darem uma vista de olhos neste filme até porque é sempre um prazer ver Tarantino a representar.
P.S. Só esta dupla se poderia lembrar de algo como as armas do Seth e do Sex Machine (pormenores fantásticos)
DVD Update
Espero que apreciem! Se quiserem deixem comentários a propor vídeos para eu fazer.
quinta-feira, abril 03, 2008
Será que em Estrasburgo comem couves-de-bruxelas?
Bom dia meus pequenos nadas no vazio! (uma redundanciazinha, só mesmo para começar, depois logo se vê se há mais)
Couves-de-bruxelas! Já comeram? Gostaram?
Gostaram mesmo, ou só acharam piada a comer umas coisas verdes a dar para o minúsculo?
Sentiram-se gigantes não foi? Bem me parecia! Se calhar há para ai um complexozito. Não?
Não sou grande apreciador mas suponho que têm alguma legitimidade uma vez que a sua miniaturez (não sabem o que é? Também não vale a pena irem ao dicionário, inventei agora!) gerou uma moda e originou uma gama de produtos.
Aqueles que vão ao super, ao mega, ao mini ou mesmo ao hiper já viram uns produtos horto-frutícolas a que chamam cenouras baby e laranjas baby.
O que é isto? A sério. O que é isto? Servem para quê? Eu explico, para nada. E no meio disto tudo quem é que é esquecida, quem é? É a couve-de-bruxelas.
Proponho que acabemos com esta sem-vergonhice. Abaixo os vegetais e as frutas baby.
terça-feira, março 18, 2008
Shaun of the dead (2004)

O filme é uma sequência alucinante de gags, ao mesmo tempo lida com problemas profundos da personagem principal e da sua relação amorosa. Hollywood aprendam a construir personagens com estes senhores. Até o título deste filme é um claro trocadilho e provavelmente uma homenagem ao “Dawn of the Dead” (1978).
A verdade verdadinha é que me ri bastante com este filme, o que me leva a supor que você também se irá rir. Se calhar ver este filme a beber leite não é uma boa opção, até porque ver um adulto com leite a escorrer-lhe pelo nariz é um espectáculo deprimentezinho.
É pois! Podem crer que é! Estou a dizer! Ai, quem é manda aqui? Então cala-te!
Isto está Incorrecto!
Olá!
O AddCritics vai contar com uma nova rubrica intitulada “Isto está Incorrecto!”. Esta rubrica é uma montra de erros de tradução que vou encontrando. Eu sei que a tradução de séries e filmes é complicada e está sujeita a regras duras, como sejam número de caracteres etc. Por isso vou-me cingir às muito graves e que mostram apenas falta de conhecimento da língua, do calão e muitas vezes uma grande falta de cultura.
Já vi muitos, muitos erros - lembro-me assim de chofre que algumas séries do Seinfeld são uma lástima em termos de tradução. Mas só vou colocar aquelas que encontrar a partir de agora.
Começo logo com uma série que me é extremamente querida “The Simpsons”, na quarta série o Bart atira à cara do Homer meia toranja:
Homer: You have got me full of grapefruit juice!
Tradução: Encheste-me de sumo de uva.
Erro: grapefruit = toranja ≠ uva
P.S. – Se conhecerem mais situações, mandem para a zonas dos comentários
sábado, março 15, 2008
Persepolis, o mundo pelos olhos de uma criança!
Olá compinchas! É notório que o estaminé tem andado um pouco à deriva sem adição de novos comentários – uns dirão que “é uma bênção”, outros dirão que “assim não pode ser, queremos o nosso dinheiro de volta” – portanto tinha que ser tomada uma posição pungente, até porque o dinheirinho me faz falta como gel pó cabelo. Então o que fiz eu para dinamizar aqui a loja?
Convidei um amigo (Gonçalo Duarte) para escrever um texto sobre um filme do qual eu tinha a vontade preconcebida de ir ver, mas cá por coisas não tive tempo nem oportunidade.

Uma comédia sobre tragédias, mostrando os dramas da vida de uma rapariga, igual a tantas outras neste mundo...é assim este excepcional filme de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi. E sim, não referi propositadamente que é animação, primeiro, já todos o sabemos, segundo, acho que o filme ganhou com esse facto, e depois porque, sendo tão envolvente é algo do qual não nos damos conta durante o visionamento.
Este filme tem a capacidade de mostrar realidades familiares (guerras, revoluções, sociedades, culturas, etc!) por perspectivas invulgares (apesar de os” olhos” serem sempre os mesmos!), proporcionando boas gargalhadas e algum enriquecimento cultural.
Os desenhos pouco coloridos de traço simplista, e portanto pouco apelativo, juntamente com o argumento autobiográfico e realista tornam esta animação pouco recomendável a crianças.
Resta-me dizer que talvez merecesse um pouco mais nos óscars não só na categoria onde esteve nomeado (e já vi os outros 2 nomeados!), como até em outras categorias.
Ide ver, ide ver!!!
terça-feira, março 04, 2008
A súmula!

Cumpriu-se mais uma tradição, não vi os Óscares!
Incumbências, às quais não sou alheio impediram-me de fazer um balanço dos Óscares.
Por esta altura já devem estar a par de tudo o que se passou nesta noite, que para muitos foi mais fria que o costume. Mas com algumas surpresas...
As actrizes (melhor actriz e melhor actriz secundária) foram uma surpresa, justa ou não, não sei (porque não vi os filmes). Ainda sobre este tema: dêem uma vista de olhos à entrega do Óscar para melhor actriz e vejam a reacção da Cate Blanchett. Fenomenal!
E o que me dizem ao facto de todos os actores premiados serem europeus? Hollywood cuidado muito cuidadinho! A influência de actores europeus já era notória, mas nada fazia antever esta hegemonia. Pode ser que o velho mundo empreste alguma cultura estética alternativa ao poder instituído do novo mundo.
Nesta súmula fraquíssima dos Óscares resta-me dizer que este estamine teve uma prestação 3-2. Isto é em 5 vencedores avançados pelo addcritics 3 foram on the dot mas dois foram ao lado (PT Anderson e Cate Blanchett).
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
“O Estranho Caso do Cão Morto”
Quando falta a inspiração para escrever ciência escreve-se sobre outras coisas que nos dão prazer. Vá coisas séries não sejam ordinários!Mark Haddon escreveu um livro que me surpreendeu pela positiva. Para terem uma noção li-o em dois dias, que para quem me conhece sabe que é um feito de proporções hercúleas. Foi uma prenda de Natal inesperada não esperava recebê-lo muito menos adorá-lo.
Este livro conta a estória de um menino autista que está a escrever uma estória sobre um misterioso caso de um cão que morreu na vizinhança.
O extraordinário deste livro, para além da escrita subtil e sublime, é a organização dos capítulos. Em vez de uma numeração normal, os capítulos estão numerados com números primos. Outra coisa excelente é o facto de num capítulo se contar a estória da vida do rapaz e no capítulo seguinte estarmos a ler o livro que ele está a escrever. Somos então obrigados a saltitar entre realidades (qual ponte de Einstein-rosen) até um ponto em que as duas se cruzam e toda a tónica do livro passa de uma comicidade doce e ingénua para um drama familiar e uma crescente consciencialização do rapaz para a realidade. Tudo isto feito com uma mestria e com um ritmo perfeito. Sinceramente houve alturas em que tive de parar de ler porque tinha afazeres e custou-me muito pô-lo de lado. Foi um livro lido intensa e rapidamente dum tipo de escrita que vai strait to the head, mais ou menos como o álcool (menos cool, mais nerd). No limite podemos considerar este, um épico da escrita de aventura muito ao estilo de Mark Twain em “Huckleberry Finn”.
O Dilúvio

Há já quem diga que estão a soar as trompas do Apocalipse!
Piegas são todos uns piegas digo eu. Vem uma chuvinha e já se consegue provar o dilúvio bíblico. Por esta ordem de ideias quando há uma ondinha, prova-se a existência de Leviatãs capazes de provocar ondas que engulam países. Haja paciência!
Mas se calhar o que Portugal precisa é de mais mentes como estas, despertas e imaginativas. Porque pensando bem só com muita imaginação é que Lewis Carroll conseguiu criar aquilo que todos nós queremos que seja Portugal … um País das Maravilhas. Alices não precisamos porque ingénuos somos todos…
Tolices de uma tarde chuvosa!
domingo, fevereiro 17, 2008
Rodriguez a Presidente – ou El Capitão!

Esta semana completei o visionamento da trilogia dirigida por Robert Rodriguez a saber: “El Mariachi” (1992), “Desperado” (1995), “Once Upon a Time in México” (2003). Este senhor realizou o primeiro destes filmes com 23 anos com um orçamento gigantesco, cerca de 7000 $. Parte deste dinheiro foi angariado pelo próprio e por Peter Marquardt ao serem cobaias de testes clínicos.
Esta trilogia vai, ao contrário de algumas, em crescendo e Rodriguez consegue escrever poesia com uma arma em cada mão – Ahh que beleza.
P.S. – Não esquecer que a Salma Hayek entra em duas desta películas, e sem buço que isso ficou para o “Frida” (2002).
P.S.2 – “Desperado” conta ainda com a participação de Joaquim de Almeida, não sendo uma aparição tão espectacular como Hayek, é bom ver um Português no meio da poesia bélica.
P.S.3 – Os ca***es dos Post Scriptum voltam a atacar, temo que eliminar este flagelo – temos que nos unir nesta vendeta.
P.S.4 – Provavelmente o único sitio na net onde podem encontrar, ca***es, Post Scriptum e vendeta na mesma frase…
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Comprinhas

Este início de ano tem sido particularmente profícuo em promoções, logo em compras para a minha dvdteca pessoal.
Promoções com os jornais diários:
“The Brothers Grimm” (2005) – Terry Gilliam – Este realizador tem a capacidade de criar mundos fantásticos, com uma imaginação prodigiosa.
“The Aviator” (2004) – Martin Scorsese – Marty é grande, embora não tenha adorado este filme, tem cenas fabulosas.
Amazon.uk:
Police Academy – Complete collection (7 dvds) - Há algumas verdades na vida e uma é que estes filmes são divertidos comó caraças, quem não acha está apenas em negação.
Cegou ainda o “Shaun of the Dead” (2004) de Edgar Wright, que já estava encomendado à muito tempo. Gostei de “Hot Fuzz” e dizem-me que este é ainda melhor, vamos ver isso.
cd-wow:
“Gremlins” (1984) – Joe Dante – Para quem viu a lista de filmes de Natal entende esta compra. É sempre bonito ver seres estranhos a serem destruídos com o que houver mais há mão.
Está encomendado e por chegar: “The Sopranos” (season 2) (2000) – Acabei de ver a primeira série e é realmente muito boa
“Excape from New York” (1981) – John Carpenter – Porque este realizador é mitico e eu não conheço a sua obra.
“Hellraiser” (1987) – Clive Barker – Porque me falta aprender a gostar de filmes de terror e este é um clássico. Para além disso, figura do Hellraiser tem cá uma pinta!
Media Markt:
“Primal Fear” (1996) – Gregory Hoblit – Há muito tempo andei à procura deste filme, encontrei-o por mero acaso quando já nem me lembrava dele. Vi-o na televisão há já vários anos e adorei, sobretudo a interpretação de Edward Norton (um dos meus actores favoritos).
FNAC:
“Crime na Pensão Estrelinha” (1990) – Fernando Ávila – Herman no seu melhor num programa de passagem de ano. Tenho ideia de ver isto na televisão – aquele que o Herman diz ter sido o programa da sua via.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Cloverfield (2008)

Filme low budget, muito ao estilo “The Blair Witch Project” (1999), mas em grande e com explosões, não fosse uma das sequências baseada no poster de promoção de um filme de John Carpenter - “Excape from New York” (1981).
No todo um filme interessante e envolvente. Há quem diga que o filme é intragável e qu vê-lo é um passo certo para uma valente dor de cabeça. Aos que dizem que o filme é mau e intragável eu digo – meus senhores estão errados. Aos que dizem que dá dor de cabeça é possível e acontece, mas há que ser forte.
Vão lá ver o filme mas com um sentido espartano – como um homem.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Action Figures
Decidi tentar restringir-me a figuras relacionadas com filmes ou séries de televisão. Por duas grandes ordens de motivos: 1º o papel (qual papel?)
2º o espaço (ou a falta dele)
Esta semana comprei esta peça maravilhosa:

Com detalhes excelentes esta peça da NECA (National Entertainment Collectibles) representa uma cena do filme “Silence of the Lambs” (filme do qual gosto muito) e vem munida de máscara (olha a minha faceta de nerd a vir ao de cima – para baixo menina para baixo, vamos lá com calma!). Há coisas muito giras e muito bem feitas a serem descobertas nesta que é uma modalidade de coleccionismo praticada por muitas pessoas.
Só lhes digo comecei há pouco tempo (tenho 3 figuras) e parece-me ser extremamente viciante, por isso é que me parece importante estabelecer algumas regaras na nossa colecção, porque senão não há onde parar, há sempre mais figuras interessantes para comprar. Meus amigos temos que encontrar o nosso travãozinho.
Vou tentar mostrar aqui as minhas compras à medida que as for fazendo. Em relação aos DVDs, adquiri umas quantas coisas nestas últimas semanas, vou tentar colocar aqui a lista quando as tiver recebido todas.
Cientologia
Ora Cientologia é um sistema de crenças criado por Ron Hubbard em 1952. Hubbard foi um escritor de ficção científica que em 1952 inventou uma religião e mistério dos mistérios ficou rico comó caraças. Deve ter sido tocado por um espírito superior.
Há uns dias também eu pensei ter sido tocado por um espírito superior mas afinal tinha era comido um cozido à portuguesa aoo almoço (o raio das couves nunca me caem bem)…não fiquei rico mas tive direito ao trono!
sábado, janeiro 26, 2008
80th Annual Academy Awards

Chegou a altura do ano em que digo – Este ano vou ficar a ver a cerimónia dos Óscares. Acontece que isso nunca acontece. E porquê? – Porque dá tarde como caraças e eu tenho que dormir o meu soninho de beleza de 8 a 10 horas.
Pensei fazer aqui um pequeno comentário a algumas das nomeações para aquela que é de longe a cerimónia mais importante da indústria. Para algumas categorias o AddCritics vai avançar com o provável vencedor. Esta previsão é baseada em opiniões e em tendências que fui recolhendo em algumas preferências pessoais e sobretudo no hype que corre pela Internet. Como a grande maioria dos filmes ainda não estrearam em Portugal esta previsões tem pouca fundamentação real. Há ainda a acrescentar a isto o facto comum da alteração da dominância de preferências à medida que a cerimónia se aproxima e à medida que os estúdios vão exercendo pressão e gastando dinheiro em promoção.
Será que vamos ser surpreendidos pelas escolhas de vencedores como fomos pela não inclusão de alguns filmes nos nomeados? Possivelmente! E por isso é que esta altura doa ano é tão centrada na 7ª arte, que diga-se continua com o Glamour característico.
Best Motion Picture of the Year
“Atonement”
“Juno”
“Michael Clayton”
“No Country for Old Men”
“There Will be Blood”
AddCritics – “No Country for Old Men”, ou “There Will be Blood”
Esta escolha é difícil e vou dizer que há cerca de 60% de probabilidades de ganhar um destes dois filmes. Mas, “Atonement” saiu à frente nas previsões e pode ser que volte à mó de cima mais perto da cerimónia. No entanto o hype em torno de “Juno” é grande (maior do que aconteceu para “Little Miss Sunshine”). “Michael Clayton” confirma a tendência da academia a prestar atenção à critica politica e social, podendo este também ser um potencial late starter.
Best Preformance by a Leading Actor
George Cloney (“Michale Clayton”)
Daniel Day-Lewis (“There Will Be Blood”)
Johnny Deep (“Sweeny Todd: The Demon Barber of Fleet Streeet”)
Tommy Lee Jones (“In The Valley of Elah”)
Vigo Mortensen (“Eastern Promisses”)
AddCritics – Daniel Day-Lewis
É o principal favorito. Daniel Day-Lewis é considerado um dos melhores actores a fazer over acting. Mas nesta categoria há valores de peso: Johnny Deep, outro actor que é mestre em over acting, já merecia o Óscar (não pertenço à facção que defende que Deep não sabe representar). George Clooney, é actualmente um dos actores mais respeitados e com mais poder em Hollywood. Vigo Mortensen, tem conseguido agregar boas criticas e o publico considera-o um bom actor com representações muito sólidas. Tommy Lee Jones, é já um veterano cuja nomeação foi uma surpresa, interpreta o papel de um veterano de guerra que perde o filho no Iraque; uma realidade que está muito viva na comunidade Americana, pode tornar-se a surpresa dos Óscares. A mim parece-me que apenas Deep pode realmente roubar a estatueta a Day-Lewis, nesta disputa pode pesar o facto de Deep realmente merecer o Óscar e o facto de Day-Lewis já ter uma estatueta.
Best Preformance by an Actress in a Leading Role
Cate Blanchett (“Elisabeth: The Golden Age”)
Julie Christie (“Away from Her”)
Marion Cotillard (“La Môme”)
Laura Linney (“The Savages”)
Ellen Page (“Juno”)
Aqui há uma surpresa a não nomeação de Angelina Jolie por “A Mighty Heart”, e há uma curiosidade a assinalar, Cate Blanchett está também nomeada para Best Performance by an Actress in a Supporting Role; em principio Blanchett ganhará na segunda categoria ficando a primeira a ser discutida pelas restantes 4 actrizes.
Best Performance by an Actor in a Supporting Role
Casey Affleck (“The Assassination of Jesse James by The Coward Robert Ford”)
Javier Barden (“No Country for Old Men”)
Phillip Seymour Hoffman (“Charlie Wilson’s War”)
Hal Holbrook (“Into the Wild”)
Tom Wilkinson (“Michael Clayton”)
AddCritics – Javier Barden
Casey Affleck saiu na frente da corrida, mas informações internas dizem-me que Javier Barden pode tomar a dianteira e é actualmente o favorito à vitória. Só tenho que dizer que este actor merece de facto ganhar um Óscar (interpretação brilhante em “Mar Adentro”).
Best Performance by an Actress in a Supporting Role
Cate Blanchett (“I’m Not There”)
Ruby Dee (“American Gangster”)
Saoirse Ronan (“Atonement”)
Amy Ryan (“Gone Baby Gone”)
Tilda Swinton (“Michael Clayton”)
AddCritics – Cate Blanchett
Blanchett tem a poleposition nesta categoria num filme onde interpreta uma fase da vida de Bob Dylan.
Best Achievement in Directing
Paul Thomas Anderson (“There Will be Blood”)
Ethan Coen, Joel Coen (“No Country for Old Men”)
Tony Gilroy (Michael Clayton”)
Jason Reitman (“Juno”)
Julian Schnabel (“Le Scaphandre et le Papillon”)
AddCritics – Paul Thomas Anderson
Esta é uma previsão arriscada porque para além de Thomas Anderson fala-se também muito dos irmãos Coen. Mas como “Magnolia” é um filme excelente apontei baterias para Paul Thomas Anderson. Por outro lado o artista plástico tornado realizador Julian Schnabel parece-me ter algumas hipóteses.
Best Animated Feature Film of the Year
“Persepolis”
“Ratatuille”
“Surf’s up”
AddCritics – “Ratatuille”
Aqui penso que é uma corrida a dois “Ratatuille” (o filme de animação sensação do ano) e “Persepolis” que tem muitos adeptos e apoiantes. O facto de “Ratatuille” estar nomeado para Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen é visto por alguns como uma garantia de Óscar para melhor filme de animação. Esta categoria tem apenas três nomeados o que levou filmes como “Bee Movie”, “The Simpsons Movie” e “Shreck the Third” não serem nomeados. Aqui acho que se pode mesmo estranhar a escolha da Academia.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Charlie Wilson’s War (2007)
Este Biopic é um drama sobre a invasão Russa no Afeganistão e o armamento encoberto dos Afegãos pelos Estados Unidos. Feito com um humor apuradíssimo, a construção das personagens foi muito cuidada, sobretudo Charlie Wilson e Gus Avrakotos com belíssimas interpretações de Tom Hanks e Philip Seymour Hoffman, respectivamente. Para mim é um prazer ver este dois actores a representar, Hoffman foi para mim um gosto adquirido ao longo do tempo que cada vez preso mais.
Foi um dois filmes que mais me fez rir genuinamente nos últimos tempos e que bem que o humor é usado para contar uma história real sobre um drama agudo da politica internacional.
Recomendo vivamente um filme leve sobre coisas sérias.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Uma Lista…
Estamos em época de balanços e foi-me pedido para fazer uma lista dos 10 melhores filmes do ano. Claro que agradeci o pedido mas tive que dizer um sonoro e decidido “Eh pá se calhar não posso.”. Rejeitei porque não era honesto, só vi 15 dos 312 filmes que estrearam este ano.
Mas, porque mesmo tendo visto poucos dos filmes que por cá apareceram nas salas de cinema em 2007 vi filmes muito bons, resolvi falar deles.
Então cá vais disto:
Blood Diamond (2006) – Vi este filme um pouco na esteira dos Óscares do ano passado, e gostei muito. O filme é muito bem conseguido, o herói (DiCaprio) não acaba em glória, o que é sempre de louvar. A cor do filme é espantosa (assim para o amarelado). Outra coisa que me chamou à atenção neste filme foi mesmo o DiCaprio, este actor está cada vez mais a consolidar-se como um dos grandes. Tem uma gestão de carreira irrepreensível, correndo sérios riscos de se tornar um dos actores mais poderosos e influentes de Hollywood. Esperemos que não venha fazer borradas como aconteceu com Tom Cruise e os seus devaneios amorosos/cientológicos.
El Laberinto del Fauno (2006) – O filme que ganhou o Fantas foi-me apresentado como o melhor filme dos últimos anos. De facto está muito bem feito, é intenso, mas ainda tenho para mim que podia ter sido um pouco mais puxado, mas funciona bem ao deixar muito para a imaginação. Este filme cuja estória foi toda desenhada num caderno pelo Realizador e que fez furor por todo o mundo tendo arrecadado 3 Óscares é de facto um dos melhores do ano, e sê-lo-ia mesmo se tivesse visto os 312.
300 (2006) – Este filme é um festival visual. É grandioso. É muito bom. Quero mais Rodriguez/Miller, mais muito mais.
The Simpsons Movie (2007) – Ah pois este ocupa um lugar especial no meu coração. Anos e anos (17 para ser mais preciso, ou será exacto?) de série culminaram num filme que teve a capacidade de contar uma estória com todas as personagens por nós conhecidas e conhecidas da família amarela. Teve a particularidade de pedir participações a todos os autores que já haviam colaborado na série. Continuo a achar a música “Spider pig” genial. A título pessoal adorei a referência à pesca eléctrica e ainda por cima com um operador como o Homer – aos autores os meus profundos agradecimentos por este e por mais um sem número de segmentos fantásticos e que tornaram a sala de cinema tão aconchegante como a minha sala.
Stardust (2007) – Este filme é muito bom. Neste blogue já falei sobre ele, aqui: http://addcritics.blogspot.com/2007/10/stardust-2007.html.
Hot Fuzz (2007) – O filme que não ia estrear mas estreou. E ainda bem que estreou, porque é um filme delicioso, só a premissa é genial. Aqui: http://addcritics.blogspot.com/2007/11/hot-fuzz-2007.html.
Os filmes estão por ordem cronológica de lançamento em Portugal e não por ordem de preferência.
Dos que vi tenho que só que falar em:
Elizabeth: The Golden Age (2007) porque foi para mim uma desilusão, este filme criou em mim expectativas que não foram satisfeitas. Embora tenha um cuidado visual muito grande e tenha um apoio poderoso da banda sonora, a filme é lento, mastigado e o trio amoroso não enriquece em nada a trama. Aqui: http://addcritics.blogspot.com/2007/11/elizabeth-golden-age-2007.html.
Por contraponto, Youth Without Youth (2007) de Coppola que ainda não estreou é fantástico. Aqui: http://addcritics.blogspot.com/2007/11/festival-de-cinema-europeu.html.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Conto mesmo muito curto e algo absurdo, talvez um pouco parvo mesmo, sobre cornos.
Como a maioria de vós não me conhece, e para que não me está a ver, vou explicar: tenho mesmo no início da linha de cabelo, mesmo em cima do lobo frontal dois remoinhos que forçam o meu cabelo a permanecer espetado, mas apenas, e atenção que isto é importante, nestes dois locais. Estas protuberâncias capilares parecem dois pequenos cornos, tivesse eu ascendência judaica e parceria um Tricerotops. Tenho que explicar que como a minha vida sexual é inexistente, estes ditos cornos não têm razão social de existirem, são somente perturbações foliculares. Esta incoerência capilar sempre me fez sentir um pouco à parte, por isso podem imaginar a minha felicidade quando ouvi a expressão “O corno de África” – aparentemente os povos Africanos aperfeiçoaram os seus problemas capilares por evolução convergente e têm somente um corno. Pelo que me resolvi a mudar para África e baralhar as contas à evolução em vez de 1 ou 2 remoinhos, por cruzamento, pode ser que consiga criar (qual pequeno Deus) uma super raça com 3 remoinhos (para que só chegou agora equivale a 3 protuberâncias capilares semelhantes a cornos). Está raça será rainha entre os Homens até porque já terá coroa.
Este é o meu projecto de vida, como vou ganhar dinheiro não sei…
Assina: A. Sá e Sousa, Hospital psiquiátrico da Baixa-da-Banheira (que para quem não sabe é o ralo – que mania de complicar as expressões, IRRA).
Nota do A. – Este é um desenvolvimento muito parvo feito por mim tendo por base o fenómeno geológico, ou será geográfico? Não, é geográfico do corno de Africa. Que giro que é transformar geografia em complicações capilares estúpidas. O que é que hei-de fazer? – o raio da demência está cada vez mais instalada, é que parecendo que não incomoda.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Hoje foram Matutinas.
Existirá o Paraíso? E se existir será que lá posso ir? É que não vejo um concerto realmente bom em anos.
Existirá Inferno? E se existir será que me vendem um bilhete de autocarro, já procurei em todo o lado.
Estive a meditar um pouco sobre a expressão popular “Vai prá (para a) merda”. Para já é desagradável e depois é arrepiante por uma série de motivos, não sei ao certo quantos porque não me apeteceu contá-los. Primeiro merda é uma palavra do género feminino, ora como todos sabemos merda não é uma coisa muito asseada, logo devia masculino. Outra coisa que me incomoda é a proximidade com que algumas pessoas tratam este excremento, isto pode-se observar pelo uso do artigo definido - a. O que me deixa preocupado, ainda mais do que me mandarem para a merda, é o facto de conhecer pessoas que tratam a merda por tu e que me mandam para uma merda especifica e não para qualquer uma (há aqui uma relação de proximidade que me intimida, a sério).
Não quero que estas ideias sejam publicadas postumamente nem depois da minha morte (como o Woody Allen) mas AGORA, por isso é que as publiquei.
sábado, janeiro 05, 2008
The Rocky Horror Picture Show (1975)
Este episódio fez-me ficar com um pouco de asco a alguém, não sei muito bem a quem mas a alguém.
Tinha grandes expectativas em relação a este filme. Este foi o filme que esteve mais tempo numa sala de cinema sendo exibido semanalmente durante 27 anos. Este tipo de recorde só pode ser alcançado por um grande filme – Certo?
Tanto a capa do dvd como o que já tinha lido sobre o filme transmitiam-me sentimentos viscerais, o que nem sempre é bonito. A verdade é que não adorei o filme, mas gostei muito de o ter visto. Gostei de o ter visto porque este filme estabeleceu novos padrões para o estranho. Tudo no filme é chocante, todas as personagens são não convencionais, em boa verdade todo o filme é não convencional com uma roupagem de musical pós-moderno.
Tenho que dar a mão à palmatória no que toca à personagem principal, Dr. Frank-N-Furter, e ao actor que a interpreta Tim Curry. Nunca gostei de Curry como actor (também o meu conhecimento da carreira deste actor é diminuto), mas neste filme está sublime e foi a melhor escolha para o papel, está perfeito, tem uma interpretação cheia de ambiguidade e muito insinuosa o que se cola na perfeição ao filme e permite que o espectador seja conduzido pela personagem principal a locais obscuros.
Ponderando tudo têm de ver este filme, vai ajudar à expansão dos horizontes aceites por vós num filme. Vide vide!
sábado, dezembro 29, 2007
Weeds (2005)
Pois é este é o primeiro comentário vídeo do blogue (vamos ver se depois haverá mais). O que é que me passou pela cabeça para fazer este vídeo? Não sei, talvez o gel para o cabelo que pus hoje, claramente já tinha expirado o prazo de validade.
É o primeiro por isso não há aqui muita experimentação. Coisas mais loucas se seguirão.
Vejam e comentem…
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Best christmas movies
Filmes que todos nós estamos habituados a ver no Natal, mas que nada (ou muito pouco) têm a ver com o Natal:
Somos bombardeados com alguns filmes que de natalício não têm nada, mas a verdade é que alguns deles dão-nos uma sensação de conforto, mais que não seja porque alguns são maiores que o Natal do Hospitais. Por falar nisso não vi o NDH este ano. Alguém gravou e mo pode emprestar?
The Ten Commandements (1956) – Gosto muito deste filme mas sejamos sinceros, Cristo nem era nascido na época retratada.
Ben-hur (1959) – Ok neste Cristo já tinha nascido e até aparece no filme. Mas aparecer 2 minutos num filme de 212 não o transforma num filme de Natal.
The Sound of Music (1965) – O mais clássico de todos os filmes de Natal para as estações de televisão nacionais, nada interessa que de Natal não tenha nada. Mas no fundo gostamos de ver a Julie Andrews e as suas crias a cantar pelas colinas Austríacas.
Os Clássicos de todos os tempos:
Estes dois são os filmes que têm as raízes mais profundas no imaginário colectivo. Embora eu nunca os tenha visto (que miséria)
Its a Wonderful Life (1946) – Para muitos actores de Hollywood o filme preferido de Natal.
Dr. Seuss – How the Grinch stole Christmas (1966) – Para além de tudo o resto um filme com a voz de Boris Karlof tem de ser muito bom…
Filmes de Natal que vale mesmo a pena ver:
The Nightmare Before Christmas (1993) – Para alguns é mais um filme de Halloween, não discuto, mas tem muito a ver com o Natal (o título foi a primeira pista).
Home Alone (1990) – Este passa sempre. Este ano já o vi na televisão (confere). Que magnifico filme de Natal
Christmas Vacation (1989) – Vi esta cassete VHS até à exaustão. Comédia típica e clássica, mas mesmo assim é tão bom ver um filme despretensioso.
Gremlins (1984) – Tive este filme em mira porque quando era miúdo gostava muito dele. Só há pouco tempo me foi relembrado (http://havidaemmarkl.blogs.sapo.pt/) que era um filme de Natal.
Especiais de Natal de comédia da BBC – até porque os senhores precebem de comédia
Filmes que não têm directamente a ver com o Natal mas que eu adoro ver nesta época:
Chitty chitty Bang bang (1968) – não é frequente ver-se este filme na televisão, mas é pena.
The Goonies (1985) – este por outro lado é transmitido umas 3 vezes por ano. Eu continuo a gostar.
Na lista falta um filme recente do qual já estou farto porque lá nos calha todos os santos Natais, sempre, sempre: Love actually (2003). Este aposto consigo que vai passar nas televisões nacionais. A única dúvida é: quantas vezes e em quantos canais.
P.S. – Para quem gosta de acção lembro que Die Hard (1988) e que Rambo – First Blood (1982) têm a trama a decorrer durante esta época. Não acreditam? Vão lá ver.
P.S.2 – Uma vez que tudo o que tenha a ver com Cristo é elegível para transmissão será que alguém tem coragem de mostrar a orgia de sangue que é The Passion of the Christ (2004) no final da tarde de dia 24? Hem?
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Prendas de Natal
Há no entanto prendas tipo que sabemos ser ideais para tipos de pessoas ou tipos de situações. Temos por exemplo:
O livro – provavelmente a mais clássica das prendas, adequa-se igualmente bem a Natais e a aniversários. No entanto no acto de oferecer um livro há gradações, há livros que caem bem consoante o objectivo da prenda. Se quisermos parecer cultos, podemos oferecer um clássico um Hemingway, ou então Camilo Castelo Branco, Saramago ou um qualquer prémio Nobel também são muito bem aceites. Neste momento é completamente inaceitável oferecer-se um livro de Fernando Pessoa ou de qualquer um dos seus 37 heterónimos porque em Portugal todas as pessoas têm pelo menos 3 edições de cada livro escrito por este senhor (é um dos flagelos de que ninguém fala, quem é que pega nisto, hem?). Podemos ainda oferecer um livro de um escritor estrangeiro contemporâneo desconhecido e dizer algo como – “Já li todos os outros livros deste autor e achei que eram mesmo o teu estilo, este é o mais recente!” – assim o visado fica com a sensação que vocês lêem bastante e que escolheram aquele livro propositadamente para ele (o que de facto é mentira escolheram o que tinha a capa mais bonita e era mais em conta). Temos ainda os livros da moda que aparecem todos os Natais e que se vedem comó caraças e que invariavelmente todos nós compramos (estes acarretam uma chatice adicional, por norma são mais carotes) – dou como exemplo o facto de há uns Natais os livros de Dan Brown serem compra obrigatória, quem nunca comprou um livro de Joanne Harris, sobretudo o “Chocolate”? Com um livro podemos ainda tentar impressionar uma amiga que queremos que seja especial, até porque nos tempos que correm e com a dificuldade de encontrar raparigas mais interessadas em cultura do que em unhas de gel, e só vamos conseguir que ela aumente a quantidade de palavras impressas que possui mas que não leu, só a impressionamos porque aumentar-lhe a cultura…chapéu! No fundo é uma prenda estúpida porque como se sabe ninguém lê – e esta é uma verdade de La Palice.
Cd – Foi até há uns anos uma prenda mítica, agora caiu um pouco em desuso, muito devido ao advento dos leitores de mp3 e dos download de álbuns inteiros na net a preços bastante convidativos. Mas temos sempre conhecidos e familiares com mais de 50 anos que ainda necessitam do objecto físico para poderem ouvir música. Também aqui, há títulos ou artistas clássicos como prenda de Natal. Não sei se repararam que praticamente todos os Natais sai uma antologia nova dos ABBA, eu confesso que não sei quantas musicas fez esta banda mas pelo número de antologias no mercado (que aparentemente só são postas à venda nesta época, porque durante o resto do ano nunca ví um só exemplar à venda), cerca de 89, devem ter feito umas 3000 músicas estando todas elas incluídas nos “Best Of”, temos sempre outra aposta segura que é um cd da Amália ou das novas fadistas (a saber Mariza e Mafalda Arnaud). Outra banda que nunca falha é U2 sempre que estes senhores lançam um CD alguém o vai receber de prenda, é certinho – Mais uma verdade do general referido acima.
DVD – Tem vindo a ganhar adeptos e serve para desenrascar as prendas para os putos. – “Não sei o que hei-de dar ao Joãozinho? Pronto, dou-lhe um dvd do Bob o Construtor.” – e está arrumado, já podemos ir ver a secção das séries.
Peúgas – A mais odiada das prendas, ninguém gosta de as receber mas todos nós as recebemos. O flagelo atingiu proporções tais que suspeito que já não possa ser parado. A culpa é de quem inventou o conceito de prenda útil, este conceito deita por terra qualquer reacção que possamos ter ao receber uma prenda destas, até porque quando aquela amiga da nossa mãe nos dá um par de meias, este vem logo agarrado a uma expressão do tipo “são muito quentinhas, que o meu Zé Manel tem umas e (e aqui está o problema…) é uma coisa que dá sempre jeito”. E com esta ficamos desarmados, fazemos o sorriso menos amarelo que consigamos e agradecemos.
Cachecóis e luvas – Carradas destes damos e recebemos todos os Natais, eu sinceramente acho que nunca comprei um cachecol, foram-me todos oferecidos. Mas o interessante é que enquanto o cachecol até dá jeito e é um acessório interessante, as luvas não servem para nada. Só cerca de 10% das pessoas usam luvas, logo só 10% das luvas oferecidas são usadas. Todos nós sabemos isso, mas todos damos por nós a pensar – “Para o Tiago se calhar umas luvas eram uma boa prenda.” – mas a realidade é que não eram, não são, porque com 90% de certeza ele não as iria usar.
Caixa de chocolates – Ideal para levar para o local de trabalho, despachamos logo todas as pessoas e caímos nas boas graças dos gulosos. É também uma prenda que convém ter de reserva no carro, não vá alguém que não esperamos dar-nos uma prenda, e para não sermos apanhados com as calças na mão e o rabo de fora, sacamos rapidamente de uma caixa de chocolates toda xpto comprada no Continente, o clássico é Ferrero Rocher, toda a gente gosta.
Surtido Húngaro – Esta só podemos oferecer quando tivermos mais de 70 anos e a uma pessoa com a mesma idade de preferência ainda mais velha. Só nesta idade é que um surtido húngaro pode passar por prenda, aquilo não passa de uma caixa de bolachas variadas com um claro excesso de sabor a manteiga. Muito em voga estão também as caixas de bolachas de lata, porque (e mais uma vez) a caixa dá sempre jeito. Bolas, que é justificativo para tudo!
Quem se lembrar de mais algum presente típico partilhe e deixe um comentário.
Com isto me despeço e desde já desejo Feliz Natal a todos.
Este foi sem dúvida o post mais longo deste bloque, se o leu é um sobrevivente os meus parabéns!
segunda-feira, novembro 26, 2007
Vidas de Carvão

O livro tem por base a tese de mestrado sobre as carvoeiras do Pilado do concelho da Marinha Grande, e intitula-se “Vidas de Carvão”.
Pegando nas palavras do Professor Moisés Espírito-Santo e adulterando-as um pouco, este livro funciona como uma cápsula do tempo em que costumes antigos são mantidos, guardados para as gerações futuras permitindo assim a perpetuação dos acontecimentos. Porque os acontecimentos são como as coisas, sem serem percepcionados não existem, do mesmo modo que as estrelas só passaram a existir quando o Homem olhou para o céu e tomou consciência da sua existência, também os acontecimentos e as vivências perecem na face do esquecimento. Sendo o primeiro trabalho publicado sobre a arte e as vivências duras pejadas de provações extremas das carvoeiras do Pilado, tem um papel fulcral na etnologia social e cultural do concelho e do País.
Mais cápsulas do tempo como esta devem ser criadas um pouco por todo o País para permitir que as vivências e o saber popular das sociedades rurais continue a existir.
Os meus parabéns sinceros por um livro que lerei algures no tempo, na certeza que o património cultural não será extinto pela poeira das eras.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Pura Anarquia

Todos os capitulo são surreais e todos dariam grandes curtas-metragens com potencialidades para longas – alguém que comprar os direitos, fazemos uma parceria e já está, até imagino os títulos da imprensa – Novo filme de Woody Allen realizado e comercializado por Portugueses – tinha pinta não tinha?
O que mais me impressionou na escrita (e foram os primeiros texto do Woody (que familiar…) que li) foi a complexidade da construção frásica e uma esquizofrenia cativante na descrição de sensações e de situações – de mestre – associadas sempre a uma componente cultural muito forte. Este senhor deve saber mais e ter lido mais que 10 000 Portugueses (contra mim falo, porque tenho péssimos hábitos de leitura, mas esforço-me).
Tenho que expressar e enviar uma palavra de apreço para o/os tradutores deste livro, que deve ter sido no mínimo complicadíssima (Allen escreve cada palavrão em forma de comboio que nem em Português percebi alguns), conseguir reproduzir uma teia de discurso assim tão intrincada – PARABENS!
Aconselho vivamente a leitura deste aglomerado de ideias brilhantes.
Dizem-me que os livros anteriores do mestre são muito bons também – tenho que ver se consigo deitar-lhes as mãos e desbravá-los violentamente.

terça-feira, novembro 20, 2007
Incomparavelmente superior!
O que quer dizer esta expressão?
Eu digo-vos o quer dizer – NADA, não tem qualquer significado, alguns diriam mesmo que está completamente desprovida de significado. Porque, e pensem agora um pouco comigo, se é superior é porque é comparável – ou não é? Estarei eu enganado ou superior não é um sinónimo de maior? E maior não é um termo comparativo?
O número 3 e uma casa, isto sim são coisas incomparáveis.
Senhores jornalistas, atençãozinha porque são profissionais, se um não profissional comete um erro linguístico é grave mas dos senhores espera-se muito mais.
P.S. – O resto da reportagem estava muito bem feita, não fosse eu assim e talvez tivesse gostado.
sábado, novembro 17, 2007
Como prometido...
E para vos auxiliar nessa árdua tarefa cá estou eu para que com o mesmo comprem mais e melhor. Porque já se sabe dinheiro mal gasto é uma pena. Gastar dinheiro sim, mas com juizinho porque tem que se fazer comprinhas proveitosas. A sorte que os leitores têm por poderem contar com os grandes concelhos deste bloque magnifico. Ah pois é!
Então cá vão as propostas. Algumas, eu próprio já as tenho por isso já estão a ver são mesmo boas.
Os valores estão eu Euros ou em Libras podem ver pelo símbolo € ou £ a seguir a um valor numérico intermediado por uma vírgula (é este símbolo aqui “,”), porque a ultima vez que conferi ainda estávamos em Portugal e aqui usa-se a vírgula para separar as partes da unidade (picuinhices é o que é). Por isso usem vírgulas e não esses símbolos presunçosos que são os pontos (“.”). Pelo menos a virgula não é adimensional como o ponto, o que parecendo que não lhe dá muito mais carácter.
FNAC:
Little miss sunshine (2006) – 9,95 €
Colecção Robet Rodriguez (El Mariachi + Desperado + Era Uma Vez no México) – 11,95 €
Pack Jurassic Park X3 – 21,90 €
Pack Superman Collection (1 + 2 + 3 + 4) – 33,90 €
Pack Triologia Homem Aranha – 29,95 €
Pack Colecção Padrinho (X5) - 24,95 €
As Aventuras de Indiana Jones: A Colecção Completa (X4) - 24,95 €
Triologia Regresso ao Fututo (X4) - 16,95 €
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999) – 6,95 €
A Rainha (2006) – 8,95 €
Poirot – os filmes – Vol.1 – 19,95 €
Vol.2 – 14,95 €
Vol.3 – 14,95 €
CDWOW:
Perfume (2006) – 6,99 £
The Batleship Potemkin (1925) – 6,99 £
Grease Box Set (1 + 2) – 8,99 £
The Gremlins Collection (1 + 2) – 6,99 £
The Goonies (1985) – 4,99 £
Urban Cowboy (1980) – 2,99 £
Big Fish (2003) – 2,99 £
AMAZON.UK (a este preços tem que se adicionar o IVA e os portes de envio):
Miller’s Crossing (1990) – 3,97 £
Police academy: The Complete Collection (X7) – 17,97 £
Frankenstei/The Bride of Frankenstein – 4,97 £
Crocodile Dundee 1 & 2 Dvd Boxset – 5,47 £
Ed Wood (1994) – 4,98 £
Mission Impossible: Ultimate Missions Collection (X5) – 11,98 £
Gone With the Wing (X4) (1939) – 4,98 £
The Bellboy (1960) – 3,97 £
The Full Monty (1997) – 3,97 £
Zorba The Greek (1964) – 5,47 £
The Beverly Hills Cop Triology – 6,98 £
Lawrence of Arabia (1962) – 4,97 £
Clockwork Orange (1972) – 4,97 £
P.S. – esqueci-me de referir que 10% do valor das compras revertem para mim! De onde estes vieram há mais, muito mais… Wahaha Wahaha!
sexta-feira, novembro 16, 2007
Anúncio
Só uma notinha: Chavez eu se fosse a ti calava-me, até porque o outro é grande e é Rei que parecendo que não é uma posição de respeito (ah pois é!! Ia-me esquecendo que Espanha até é um grande investidor e cliente da Venezuela –digamos que são daqueles amigos que vale a pena manter) – por isso fica caladito e sugadito no teu canto (que o cubano já teve mais força – há até quem diga que já morreu, vê tu bem), é que não há pachorra – CALA-TE.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Festival de Cinema Europeu
Para lém de Almodôvar, estão a passar muitos filmes de vários realizadores, filmes já consagrados dos grandes Brian de Palma e David Lynch (do qual está a passar gratuitamente a série integral “Twin Peaks”) entre outros. Este filmes consagrados não estão a concurso, mas há ainda vários filmes para descobrir na competição oficial. O festival oferece ainda concertos e conferencias e como já disse muitos filmes para todos os gostos (foi com agrado que vi na programação um filme do Charlot) até dia 17.
O addcritics não poderia deixar de estar presente neste evento e qual foi o filme escolhido? “Youth Without Youth” (2007) de Francis Ford Coppola (o génio por detrás da triologia “The Godfather”). O filme é excelente, soberbo. Retirado a um elenco vastamente desconhecido Coppola consegue entregar ao público um filme não linear, distante do expectável e muito bom. Ah grande Coppola! Sem dúvida uma aproximação ao cinema contemporâneo em que já não se conta uma história mas sim dramas interiores ou dúvidas existenciais permitindo ao espectador ter controlo sobre a real ordem dos acontecimentos. Mais, Coppola neste filme explora planos não convencionais, olha para o mundo de outra forma, o que para um realizador estabelecido é de louvar. É um realizador que aprende nos anos em que está parado e ensina quando está activo. Já tinha ganho a minha admiração, mas cimentou-a com este filme. Parece que em 2009 vai lançar um novo filme assinando como realizador “Tetro” cá estamos a aguardar com ansiedade.
Agora vem a parte pior e que pode ser largamente melhorada nas edições vindouras do certame. Em primeiro lugar o preço praticado parece-me excessivo (pelo menos no Casino Estoril), sobretudo devido às péssimas condições em que o público visiona o filme. A sala no Casino Estoril é péssima (não há espaço para as pernas e a sala de projecção não está separada da sala de espectáculo pelo que os cinéfilos são assolados por uma luz que lhes impede um visualização perfeita da película). Outro factor a ter em conta é a venda de artigos relacionados com festival, havia peças com muito interesse, mas, e focando-nos em dvds, o staff responsável não conseguiu fornecer informações (provavelmente porque não lhe foram fornecidas a eles) sobre diferenças entre as edições simples e as De Lux. A única informação que o staff era capaz de fornecer era o preço dos artigos (nada que uma tabela não resolvesse).
De qualquer forma aproveitem para ver concertos (que são de graça) e filmes que ainda não estrearam.
quarta-feira, novembro 07, 2007
The League of Gentlemen – Apocalypse (2005)
Royston Vasey é mítico, o local onde ninguém gostaria de viver. As personagens são, não tenho qualquer problema em dizê-lo, GENIAIS.
Neste filme há um entrelaçar de universos reais e ficcionados, em que personagens de The League of Gentlemen vêm ao encontro dos criadores da série para impedir que estes deixem de escrever sobre Royston Vasey impedindo com isto a destruição do seu mundo. È uma comédia britânica negra em que vemos cabeças a explodir (e atenção este não é um filme com zombies, porque nesses é que se vêm cabeças a explodir amiúde) e seres estranhos e extraordinários, até o diabo faz aqui uma perninha.
Acabamos de o ver e queremos ver mais, queremos ver outro.
Como ponto negativo aponto apenas o facto de nunca terem, os personagens, proferido a frase mais que mítica “Are you local?”, mas vem escondida na capa do DVD.
Para melhor apreciar este filme tem de ser ter algum conhecimento prévio das personagens – é ver as séries.
P.S. Quais buracos negros qual quê no fundo o que é preciso é uma chave grandalhona e as catacumbas de uma Igreja…nada mais simples não sei para que são tantas discussões astronómicas!!
Ainda sobre Elizabeth – The Golden Age
Pronto, cá está uma afirmação bombástica, por dois motivos primeiro o filme tem sido criticado pela incorrecção histórica e por outro lado por dizer o obvio. Quem haveria de dizer que aquela batalha existiu mesmo?
Mas do mal, o menos, este senhor não perderia o concurso “Sei menos que uma criança de 10 anos” porque este senhor sabe o mesmo…
terça-feira, novembro 06, 2007
E a prenda é...

Recebi o “Time Bandits” (1981) realizado por Terry Gilliam com argumento de Gilliam e de Michael Palin não fosse eu fã dos Monty Python e não teria gostado nada desta oferta, mas sou e por isso apreciei.
Só me resta ver o filme e já se sabe com Terry Gilliam temos que estar à espera de qualquer coisa (expect the unexpected).
Elizabeth: The Golden Age (2007)
O trailer deste filme causava-me arrepios sempre que o via, decidi logo após a primeira vez que o vi que tinha que ver o filme na grande tela (foi amor à primeira vista).
É um filme de uma beleza assombrosa, com uma belíssima interpretação dos actores e com uma belíssima realização, MAS…o filme é lento, a narrativa é pegajosa, falta ali fluidez (que pode ser dada em dois locais fulcrais, ou no argumento ou então na sala de montagem), outra coisa que falta é impacto dramático nalguns momentos chave do trama. Esses momentos sim deveriam ter sido um pouco alongados e empolados na montagem (de facto a montagem é a pior parte do filme, há quem diga que é a incorrecção histórica – eu admito que não sei o suficiente para criticar a recreação histórica).
Outra coisa que é claramente incorrecta para um Português é estar ali a torcer para que os Ingleses ganhem a batalha, não pode ser meus senhores, a invencível armada (como nunca foi chamada no filme) era também Portuguesa, ah pois é!, porque nesta altura estávamos sobre o julgo Espanhol (Castelhano – como lhe quiserem chamar – admito que nem sei o epíteto correcto a usar aqui, pombas pá) e também nós sofremos uma derrota humilhante.
Não fiquei maravilhado com o filme, até porque ainda por cima perdi a batalha – nem nos filmes nos safamos.
quinta-feira, novembro 01, 2007
Hot Fuzz (2007)
Mas desta vez gostei foi à borla na antestreia de Hot Fuzz , como é que consegui lá ir? Mandando um mail para a operação Hot Fuzz no blogue do Markl (http://havidaemmarkl.blogs.sapo.pt). Este autor foi responsável pelo lançamento deste filme nas salas de cinema. Anteriormente agendado apenas para lançamento directo em DVD. Só lhe podemos estar gratos por isto, o filme é do catano.
Mas para além a agradável sensação de libertar uma mesa para o grande Markl e a sua comitiva poderem ter um nutritivo e altamente calórico jantar, tive também a agradável surpresa de encontrar mais de uma dezena de amigos, que não via desde os tempos da faculdade, na mesma antestreia (não me lembro de ter visto tantos biólogos juntos sem estarem a discutir algo cientifico – mas se calhar deveu-se ao facto de estarmos lá de graça).
A conversa pré e pós visionamento foi bem catita e interessante. O filme foi de facto muito bom, parecia que estávamos a ver um episódio da dita Britcom mas em grande – até houve explosões vejam lá. O filme é uma sátira aos grandes blockbusters de acção sendo esse o seu grande gag (como o próprio Markl referiu). Para além do intrigante enredo e da magnifica vila inglesa temos neste filme um batalhão de actores conhecidos e que nos lembram coisas tão importantes como Spaced, The Office, 24 Hours Party People, Black Books, Peep Show, Love Actually, James Bond, e mais algumas que me estou certamente a esquecer. Um deleite de comicidade bem aprazível.
Vejam o filme, vale bem a pena.
Citando José Sócrates, e o meu sentimento em relação a este visionamento – Porreiro pá!
quarta-feira, outubro 31, 2007
Olha quem voltou
Do campo posso dizer que este está a ser um ano seco e que peixe há menos (se acreditarem em estatística parece-me haver uma correlação directa entre a densidade ictiofaunistica e a volumetria), mesmo assim tive o prazer de pescar o maior Micropterus salmoides e o maior Barbus bocagei que apanhei até hoje – ah peixe lindo!
Apanhei ainda um peixe que apelidei de ALIEN e que conjuga características de três espécies distintas – ora como híbridos de três peixes são impossíveis, este peixe, que tenho em minha posse numa solução formalizada a 5%, afigura-se um quebra-cabeças…
sexta-feira, outubro 26, 2007
Ciclo de cinema #1.5 – Fado, História d’uma Cantadeira (1947)
Esta semana foi mesmo à rasquinha, estava a ver que não conseguia ver o filme, mas ontem tive um tempinho (que roubei ao sono) e vi este filme de Perdigão Queiroga com Amália Rodrigues (A maior cantadeira da história nacional).
O filme sendo um clássico não se encaixa numa moldura de comédia é sim um drama, em drama musical, visto as canções serem parte fundamental da estória. É um conto duplamente moralista, ao focar-se na estrela que abandona as raízes e ao retratar ainda a morte da esperança numa amiga por parte dos que lhe são próximos (neste caso todo o bairro de Alfama – que é aqui imortalizado com grande beleza).
quinta-feira, outubro 25, 2007
E posts?
Uma voltinha na net também se tem demonstrado proveitosa – naveguem é bem gostoso…..

