Agora é moda!
Fui à cinemateca ver um filme de Manoel de Oliveira, fui sozinho não consegui ser persuasivo o suficiente para convencer alguém a ir comigo (talvez se não tivesse dito que era um filme de Manoel de Oliveira). De facto existe em Portugal o estigma palpável que um filme de Oliveira é entediante e que impreterivelmente leva ao sono e às cabeçadas no vazio.
O meu conhecimento da obra deste que é o realizador mais velho no activo (o senhor tem 98 anos e tem uma produtividade superior a um filme por ano – do caraças, hem?) era e é incipiente tendo visto somente o Aniki Bóbó. Por isso decidi que ia ver o filme, e de facto gostei do que vi. É um tanto ou quanto parado, mas é um filme que embora suportado pelo enredo tem uma presença muito forte da imagem e da fotografia. Os cenários naturais proporcionados pelo Douro e as viagens de comboio atraem o espectador. O filme completa-se pela erudição de alguns diálogos bem como pela sua complexidade e segundos sentidos. Durante um diálogo, são raras as vezes que duas personagens trocam olhares, ficando uma delas a olhar para o infinito mostrando muito poucas emoções (pondo a minha colherada dizia que são expressões à la Buster Keaton).
Outra coisa que impressiona é o facto de o realizador ser ainda responsável por parte argumento (baseado num livro de Agustina Bessa-Luís) e diálogos, tem ainda responsabilidades na edição do filme.
Manoel de Oliveira um realizador a descobrir, mas nas salas de cinema porque acredito que em casa seja uma pouco mais difícil…
Fui à cinemateca ver um filme de Manoel de Oliveira, fui sozinho não consegui ser persuasivo o suficiente para convencer alguém a ir comigo (talvez se não tivesse dito que era um filme de Manoel de Oliveira). De facto existe em Portugal o estigma palpável que um filme de Oliveira é entediante e que impreterivelmente leva ao sono e às cabeçadas no vazio.
O meu conhecimento da obra deste que é o realizador mais velho no activo (o senhor tem 98 anos e tem uma produtividade superior a um filme por ano – do caraças, hem?) era e é incipiente tendo visto somente o Aniki Bóbó. Por isso decidi que ia ver o filme, e de facto gostei do que vi. É um tanto ou quanto parado, mas é um filme que embora suportado pelo enredo tem uma presença muito forte da imagem e da fotografia. Os cenários naturais proporcionados pelo Douro e as viagens de comboio atraem o espectador. O filme completa-se pela erudição de alguns diálogos bem como pela sua complexidade e segundos sentidos. Durante um diálogo, são raras as vezes que duas personagens trocam olhares, ficando uma delas a olhar para o infinito mostrando muito poucas emoções (pondo a minha colherada dizia que são expressões à la Buster Keaton).
Outra coisa que impressiona é o facto de o realizador ser ainda responsável por parte argumento (baseado num livro de Agustina Bessa-Luís) e diálogos, tem ainda responsabilidades na edição do filme.
Manoel de Oliveira um realizador a descobrir, mas nas salas de cinema porque acredito que em casa seja uma pouco mais difícil…













Este é sem duvida o melhor filme de 2005! É um filme que deixa o espectador espantado pela realização pelo impacto visual pela brutalidade crua mas estilizada da realização. Este é um filme brilhante. Os textos são excelentes a realização é irrepreensível. É um título dotado de uma estética alternativa que traz uma lufada de ar fresco, não só pela utilização da cor, mas também pelos planos e ângulos adoptados pela realização. Um filme que não cresce com o decorrer da acção, é grande desde a primeira à última cena. Realizado por Frank Miller e por Robert Rodrigues, com uma participação especial de Quentin Tarantino; “Sin City” tem por base a obra de banda desenhada de Frank Miller. Três estória entrelaçam-se numa estética muito fiel há BD. Este filme vale, e surperioriza-se a muitos pela estética, pelos diálogos e narrações e pelo forte carisma de todas as personagens. Aqui não há boas pessoas apenas heróis negros... This one will keep you in the edge of the seat! 


